Juíza de Direito Louise Kristina entra em exercício na 2ª Vara de Proteção à Mulher de Rio Branco

Ato solene foi realizado no Fórum Criminal, na Cidade da Justiça de Rio Branco, para marcar o compromisso do Tribunal de Justiça com a política judiciária de enfrentamento e combate à violência doméstica e familiar

O desafio da proteção à mulher e enfrentamento à violência doméstica e familiar ganhou mais apoio nesta segunda-feira, 24, com a entrada em exercício da juíza de Direito Louise Kristina, como titular da 2ª Vara de Proteção à Mulher da Comarca de Rio Branco, criada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

Para marcar o compromisso do Judiciário com a causa foi realizado ato solene no Fórum Criminal, na Cidade da Justiça, com a presença da desembargadora-presidente Regina Ferrari, do corregedor-geral da Justiça Samoel Evangelista, da coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), desembargadora Eva Evangelista, do ouvidor-geral, Júnior Alberto,  assim como das demais magistradas, magistrados, servidores e servidoras.

A magistrada foi promovida para a unidade e entrou em exercício neste início de semana. Para a presidente do TJAC, o momento representa uma conquista sonhada há muito tempo, pois significa aumento da força de trabalho atuando no combate à violência doméstica.

“Estamos muito contentes com esse feito, que fortalece a luta na proteção da mulher. Eu queria dizer que essa unidade era um sonho nosso e que foi possível agora, onde se fez a Resolução onde se criou a 2ª Vara de Proteção à Mulher. Hoje estamos a comemorar a entrada em exercício da juíza de Direito Louise Kristina. É uma juíza criteriosa, operosa que tenho certeza que vai bater a Meta 8, e contribuir para a proteção das mulheres”, comentou Ferrari.

Ao entrar em exercício a magistrada discorreu sobre o desafio que é combater as diversas formas de violência contra as mulheres, fruto de uma sociedade machista. Mas, se comprometeu a continuar com o serviço realizado pelo Judiciário do Acre que não é apenas julgar, mas trabalhar a questão social.

“A demanda ela é gigantesca, as nossas mulheres continuam desprotegidas em nossos lares e os nossos homens precisam de apoio, de conscientização, de ajuda. A vara não é uma vara por si só, ela precisa de toda uma equipe, ela tem uma equipe multidisciplinar, ela tem uma patrulha Maria da Penha, apoio de policias, presenças muito fortes de delegacias. Nós não atuamos sozinhas. Eu fiquei refletindo na dificuldade que é conscientizar toda nossa população da necessidade que é respeitar todas nossas mulheres, nós somos estigmatizadas, nós sofremos preconceitos de todos os níveis, inclusive, intelectual. E na vara de proteção temos todos os crimes, crimes contra honra, crimes com violência física, crimes de ameaça, crimes sexuais, crimes de danos. O que fazer diante desse desafio? Trabalhar. E isso vocês podem ter certeza que eu sei fazer. Confiem na nossa equipe e nossa força de vontade, porque nós temos muita”, falou Kristina.

Elogios

Já o corregedor-geral da Justiça parabenizou a magistrada elogiando a conduta e os serviços prestados por ela ao longo da carreira. Samoel Evangelista ainda elencou as medidas adotadas pela gestão do Tribunal para enfrentar esses tipos de crimes.

“O enfrentamento à violência doméstica é uma tarefa para todos nós. O tema está presente no nosso dia-a-dia e o tribunal tem tomado algumas medidas buscando esse enfrentamento com a presença muito marcante da desembargadora Eva. A instalação dessa unidade aqui é uma das medidas tomadas. Todos sabem que a poucos dias nós encerramos também um mutirão no âmbito da violência doméstica. A presidente, na semana passada, fez a designação de mais uma juíza para atuar nessa área e são medidas que o tribunal tem tomado ciente desse grave problema que o país, que o Acre enfrenta.

A desembargadora Eva Evangelista, liderança estadual no assunto, também parabenizou a magistrada, reconhecendo a dedicação e cuidado da empossada com a prestação jurisdicional e alertou a todos da necessidade que estar presente no atendimento à população.

“Doutora Louise, eu peço, encarecidamente, que na sua atuação seja presencial para que as vítimas possam ser acolhidas, atendidas e nenhuma vítima possa retornar sem o acolhimento que é necessário. Porque uma vítima quando vai a uma delegacia, ela já está no seu limite. Então, é preciso que nós juízes, servidores tenhamos esse olhar diferenciado para com essa vítima da violência doméstica e familiar e acolher essa vítima. A forma usual é o presencial, isso não pode ser estimulado, sob pena de não proporcionarmos atendimentos às partes, sob pena de nos distanciarmos cada vez mais dessa população, dessa massa de vulnerável que tanto precisa do Poder Judiciário. Essa população que nós servimos, que precisamos voltar nosso olhar. Precisamos temperar nosso atendimento, o tempero vem com a compaixão, com a solidariedade pelas pessoas. E as pessoas nós as servimos”, disse a magistrada.

O desembargador Júnior Alberto, ouvidor-geral da Justiça, parabenizou a magistrada e desejou sucesso na nova empreitada. “A juíza Louise é uma magistrada exemplar, é uma ótima gestora, sempre cooperativa e colaborativa e manter seu acervo todo em dia. Tenho certeza que a sociedade vai ganhar muito com essa promoção. Essa é uma vara que tem um aspecto social e de muita combatividade na defesa das nossas mulheres”.

Os colegas do 1º Grau ainda elogiaram a magistrada, como presidente da Associação dos Magistrados do Acre (Asmac), Gilberto Matos, e a juíza Shirlei Hage, titular da 1ª Vara de Proteção à Mulher.

O presidente da Asmac disse: “A Louise é alguém que põe muita energia no que faz, vai além do que se espera e isso não só na atividade jurisdicional, mas em outras atividades. Ela se preocupa com outros colegas. Ela é exemplar nisso. Põe realmente a vontade de querer fazer algo naquilo que ela faz. Vejo hoje com dupla razão para comemorar, primeiro a criação da nova vara, isso é bom para sociedade, porque existe demanda. E outro motivo é que quem está vindo é a Louise que vai fazer além do que se espera dela”.

E a colega de vara especialidade, comentou: “Eu gostaria de dizer de todo meu coração que estou duplamente feliz, feliz porque sou titular da 1ª Vara de Proteção à Mulher e agora em junho completo 10 anos. Todos sabem que não é uma tarefa fácil, não é só quantidade de processos, é como tratar as partes. Nós temos, muitas vezes, que fazer um trabalho psicológico em nós mesmos diariamente e isso faz com sintamos que nosso trabalho seja feito com amor. E a 2ª Vara de Proteção à Mulher era uma coisa que nós esperávamos. O outro motivo de felicidade é que minha companheira será a Louise. Seja bem-vinda”.

Texto Emanuelly Falqueto / Fotos Elisson Magalhães | Comunicação TJAC

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