Gêmeos adotados por casal carioca são recebidos com festa por familiares, amigos e vizinhos

Com oito anos de idade, os gêmeos acreanos representam um exemplo de adoção tardia. Crianças são recebidas no Rio de Janeiro com “Chá de boas-vindas”.

No final de novembro um casal carioca adotou gêmeos acreanos (Leia aqui.) e para comemorar a chegada dos filhos, a família organizou o “Chá de Bem-Vindos”. Parentes, amigos e vizinhos se reuniram para comemorar a chegada dos novos integrantes.

A festa teve o tema “Chuva de Amor” e casa ficou pequena para tanta felicidade. Os filhos eram o sonho dos pais, que estão casados há 12 anos e aguardaram três anos na fila da adoção. Desta forma, as crianças foram bem recebidas, curtiram a festinha e ganharam muitos presentes. “O tema combina exatamente com a fase que vivemos, eles são nosso sonho realizado, nossos pedacinhos de amor”, afirmou a mãe, Denise Arruda.

Ainda segundo a mãe, um fato curioso é que a adoção comoveu a vizinhança: “as pessoas batem aqui na porta de casa para conhecer as crianças e trazem até presente. É um amor sem tamanho que estamos vivendo”, disse.

A decisão judicial foi homologada pela 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco. “É preciso perder o preconceito com a adoção tardia, não estamos tendo dificuldades com a adaptação. A relação de pais e filhos está sendo gerada naturalmente – na conversa e convivência. Eles sabem claramente que somos os pais deles e quando falamos, obedecem direitinho: vão pro banho, almoçam, escovam o dente, tudo normal!”, definiu.

Em vídeos compartilhados pelos pais é nítida a alegria das crianças. A estrutura de uma família, tão importante na formação e desenvolvimento de uma criança, defendida na Constituição Federal pelo direito a convivência familiar se consolida a cada novo dia dos gêmeos. “Hoje mesmo eles vão para o aniversário de um primo”, contou. No último domingo, foram apresentados na igreja batista, conforme a tradição religiosa, da qual os pais pertencem.

A coordenadora da Infância e Juventude, desembargadora Regina Ferrari, que acompanhou de perto o trâmite deste processo e a inserção das crianças na família substituta, comemora o resultado: “nosso coração se enche de alegria por saber que cada processo tem um rosto e estamos cuidando de vidas. Nosso desejo é que as crianças possam ter um futuro com esperança e paz”.

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Fonte: DIINS Atualizado em 11/12/2019