TJAC realiza articulação com Aleac para garantir expansão do Projeto Cidadão em 2026

Intenção é realizar 14 edições do Projeto Cidadão em 2026 em comunidades indígenas e cidades do interior do estado

Com objetivo de viabilizar edições do Projeto Cidadão para o próximo ano, o coordenador da ação do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Samoel Evangelista, reuniu-se com deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac). O encontro foi realizado nesta quarta-feira, 3, e teve como pauta principal a possibilidade de os parlamentares estaduais destinarem emendas para o mutirão de serviços.

A proposta é serem feitas 14 edições em 2026, com previsão de atender demandas em duas Terras Indígenas e nas cidades de Acrelândia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Bujari, Senador Guiomard, Brasiléia, Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Rodrigues Alves, Sena Madureira, Capixaba e Jordão.

O coordenador do Projeto Cidadão discorreu que a atividade é coordenada pelo TJAC, mas não tem dono e é fruto da parceria entre as instituições, poderes e entidades. Para Samoel Evangelista, o segredo da longevidade da ação humanitária é a conjunção de esforços para promover cidadania, fazendo pessoas existirem para o Estado ao emitirem a documentos básicos, como RG, CPF e certidões de nascimento.

“O Projeto Cidadão é um programa do Poder Judiciário do Estado do Acre conhecido por todos. É um projeto que nos orgulha a todos, não apenas como membros do Judiciário, mas como acreano. É o mais longevo projeto social que temos ainda em atividade. Ele vem de 1995, portanto, há 30 anos. O Projeto Cidadão não é algo que pertence ao Poder Judiciário é algo que é nosso, pertence aos acreanos. Ele não tem um dono, é coordenado pelo Tribunal, mas não tem um dono. É fruto de parcerias de várias entidades, dos poderes. Talvez seja esse o segredo para ele perdurar por tanto tempo. Nós estamos convidados os senhores para serem parceiros do Projeto Cidadão”, disse Evangelista.

Neste ano já foram atendidas 29.550 pessoas e foram realizados 1.554 casamentos. Esses serviços foram prestados na Aldeia São Vicente, no Rio Humaitá, em Tarauacá; depois em Feijó, Xapuri, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rio Branco. Mas, até dezembro estão planejadas para acontecerem mais oito edições nos municípios do interior e zona rural de Rio Branco.

O juiz de Direito Giordane Dourado, auxiliar da Presidência do TJAC, também participou da reunião, convidando as deputadas e os deputados a participarem do Projeto Cidadão, com destinação de recursos e também acompanhando os atendimentos.

“O Projeto Cidadão é um patrimônio do nosso estado. É uma ação que há 30 anos, antes de qualquer iniciativa de Justiça itinerante, já visitava as comarcas, os ribeirinhos, os municípios para entregar a cidadania. Depois do Projeto Cidadão surgiu a ação global, surgiram outras ações inspiradas. A cidade já espera o Projeto Cidadão e no dia da atividade é uma grande festa. As pessoas têm a expectativa de serem acolhidas, de poderem tirar seus documentos com o Projeto Cidadão. Imaginem quantas pessoas se tornaram cidadãs e eleitores por força do Projeto Cidadão? O Projeto Cidadão leva cidadania para as pessoas”, comentou o magistrado.

Texto: Emanuelly Falqueto / Fotos: Aleac | Comunicação TJAC

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