TJAC disponibiliza espaço para autodeclaração de raça com intuito de combater racismo estrutural

Combate ao racismo estrutural envolve a promoção de políticas afirmativas para democratizar mais a Justiça, por isso, o TJAC realiza ações como adoção de cotas nos concursos, palestras e agora está fazendo levantamento interno

Antes de 1990 no Poder Judiciário do Acre não existiam magistradas ou magistrados autodeclarados negros. Somente a partir de 1991 que pessoas negras ingressam na magistratura acreana, representando até 2018 o percentual de 10%. Esses dados de quatro anos atrás foram divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no relatório sobre o perfil sociodemográfico dos magistrados brasileiros, e demonstram a necessidade de promover políticas para democratizar mais a Justiça, combatendo o racismo estrutural. Por isso, ações afirmativas como as realizadas pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), através do Comitê da Diversidade, são essenciais para tornar a instituição antirracista.

Para dar mais passos nessa luta, o TJAC disponibiliza formulário para servidores e servidoras, magistrados e magistradas, para colher a autodeclaração do público interno. Basta acessa esse link Formulário de Autodeclaração Racial e responder. É rápido e prático.

Com essas informações será possível traçar estratégias e ações que estimulem a participação de pessoas negras, enfrentando estruturas excludentes e racistas que permeiam nossa sociedade e órgãos públicos. Afinal, o combate à discriminação, preconceito e outras expressões da desigualdade de raça, gênero, condições física, orientação sexual, religiosa e outros valores ou direitos protegidos pela Constituição Federal é dever de todos e todas, especialmente da Justiça brasileira.

Ações do TJAC

Entre as ações concretas relacionadas à igualdade racial executadas no TJAC, está a adoção das vagas reservadas aos candidatos negros no concurso público para preenchimento de cargos. No último processo seletivo de juízes leigos e conciliadores foram contratados dois conciliadores e dois juízes leigos das vagas reservadas para pessoas negras.

Outras iniciativas promovidas pelo Tribunal incluem a realização de seminários e palestras voltadas ao tema da negritude e da diversidade, com o propósito de fomentar a discussão e a reflexão em magistrados e servidores da instituição. Segundo o Sistema ADMRH-servidores do TJAC, dados referentes a novembro de 2022, dos 1559 servidores, 732 se auto declaram preto ou pardo, que corresponde 46,9% do quadro. Sendo 335 mulheres e 397 homens.

 

Emanuelly Falqueto | Comunicação TJAC