Policial militar conta como o projeto “Amigos Solidários”, em parceria com o TJAC, ajuda jovens em Rio Branco

“Nós levamos atenção, alimento, dignidade e esperança aos bairros da capital acreana”, resume o policial militar

No último sábado, dia 13, o policial militar Derineudo Souza, fundador do projeto social “Amigos Solidários”, deu entrevista na Rádio Aldeia, para o programa #NoFoco. Ele falou sobre o trabalho que desenvolve, ou seja, aulas esportivas, de música e informática que atendem atualmente a 850 adolescentes e jovens de Rio Branco.

A iniciativa tem o apoio do Tribunal de Justiça do Acre, integrando a rede de ações do programa “Fortalecendo Vidas”, desenvolvido pela Coordenadoria da Infância e Juventude. Falando ao vivo pela 96,9 FM, ele contou aos apresentadores Miriane Teles e Luc Lima como nasceu essa parceria com a instituição:

“A desembargadora Regina Ferrari é uma das pessoas que defende as causas sociais e coordena ações para combater vulnerabilidades. Inclusive, uma vez por mês, ela vai pessoalmente entregar pão com os ‘Amigos Solidários’ nos bairros. Pouca gente sabe que está recebendo um saco de pão de uma desembargadora, tamanha é a humildade dela”, descreveu o entrevistado.

 

 

Os “Amigos Solidários” desenvolvem várias atividades desde 2015, há ainda ações paralelas com voluntários, “nós temos que entender que independente da nossa função, nós temos uma missão de vida” e assim, com o olhar de quem vê de perto vários sorrisos de gratidão, explicou que o significado das mobilizações não se encerra no benefício recebido, mas entrega um significado ainda mais profundo para quem doa.

Ainda sobre o apoio institucional do TJAC, o policial comemorou uma articulação, na qual está em trâmite o recebimento de recurso de uma emenda parlamentar: “já deu certo! Nós estamos só aguardando e quando esse recurso chegar vai ser transformado em novos investimentos culturais, com mais aulas para a comunidade”.

Atualmente, o projeto oferta aulas de ginástica rítmica no Juarez Távora, ballet e futsal no Jequitibá, boxe no CT do Bodão e natação. Há também aulas de música, que são apoiadas até pelo próprio pai do Derineudo, músico da reserva do Exército e o primeiro responsável por dar as primeiras lições sobre solidariedade ao filho.

Assista a entrevista: clique aqui.

 

Conheça os “Amigos Solidários”

Derineudo foi às lágrimas quando contou sobre a morte de uma adolescente apoiada pelo projeto. “A gente precisa falar do bem, porque na internet já tem o lado mal, eu perdi uma das nossas alunas pro mal”, lamentou. Ele se referia a morte de Verônica Menezes, uma corredora promissora, que tinha 14 anos de idade e já tinha ido à pódio em vários eventos locais. Em 2020, ela faleceu com uma parada cardiorrespiratória após fazer um desafio virtual usando um desodorante em spray.

Os ouvintes também mandaram mensagens relembrando outros momentos emocionantes dessa trajetória de solidariedade, pois depoimentos e fotos são postados rotineiramente na rede social do projeto, sendo esse o canal também apoiar a iniciativa: @amigossolidariosac. 

Em 2021, um vídeo de um policial militar do Acre viralizou por ele ter ajudado um picolezeiro a vender seus produtos no dia 31 de dezembro. Esse policial militar também é o Derineudo. Ele contou que depois da repercussão desse episódio foi feita uma vaquinha e arrecadado mais de R$ 100 mil para realizar o sonho da casa própria de Manoel Vieira, o picolezeiro de 58 anos de idade.

Sobre inspirar atitudes, ele disse: “nós temos que entender que todos nós nascemos com isso no coração – de ajudar – todos nascemos com a essência de ajudar o próximo, mas acaba passando despercebido, porque que vamos priorizando outras coisas. As pessoas acham que só podem ajudar com o muito. Tem gente que fala que se ganhar na Mega Sena vai ajudar pessoas. Eu não ganhei na Mega Sena! Se você pegar um quilo de arroz para doar, com certeza tem uma família com fome que vai ficar feliz em receber”.

Miriane Teles | Comunicação TJAC