“Consciência negra: reflexões necessárias” é o tema da live desta sexta-feira, 19

Debater sobre posturas éticas e problemas sociais é uma forma de perceber-se criticamente

O Pequeno Manual Antirracista da escritora Djamila Ribeiro fala sobre a importância de se informar sobre o racismo, pois no Brasil a maioria das pessoas admite haver o racismo, mas quase ninguém se assume como racista.

Para tanto é necessário compreender que o racismo é parte da estrutura social. Esse entendimento é apresentado por Silvio Almeida na sua obra Racismo estrutural: “o racismo não necessita de intenção para se manifestar, por mais que calar-se diante do racismo não faça do indivíduo moral e/ou juridicamente culpado ou responsável, certamente o silêncio o torna ética e politicamente responsável pela manutenção do racismo. A mudança da sociedade não se faz apenas com denúncias ou com o repúdio moral do racismo: depende, antes de tudo, da tomada de posturas e da adoção de práticas antirracistas”.

O dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro, data atribuída à morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes da libertação escravista. Deste modo, esse se tornou um momento de comemorar o valor da comunidade negra e por isso, nesta sexta-feira, dia 19, será realizada uma Live no instagram do tribunal (@tjacoficial), com o tema “Consciência negra: reflexões necessárias”.

O evento é uma realização do Comitê da Diversidade do TJAC e ocorrerá a partir das 15h e contará com a participação da pesquisadora e educadora de História Marina Carvalho, o técnico judiciário Ronaleudo Santos e a professora e mestre em Geografia Cleide Prudêncio, com a mediação do mestre e pesquisador em Linguagens, Identidades e Direitos Humanos Evandro Luzia, todos eles servidores da instituição.

Combater o racismo é garantir direitos. “O racismo estrutural te nega o direito, te tira das possibilidades de ser e das possibilidades do ter; e o racismo institucional, consequentemente, é aquele que nega sua presença, te trazendo a invisibilidade, por isso todos nós precisamos pensar no racismo estrutural e no racismo institucional para garantir direito a todos nas boas relações de vida e de humanidade”, destacou Evandro.

Não perca a live!

Miriane Teles | Comunicação TJAC