TJAC realiza cerimônia de aposição de retrato da desembargadora Cezarinete Angelim na Galeria de Presidentes

Magistrada esteve à frente do Judiciário Acreano no biênio 2015-2017.

A Corte da Justiça Acreana realizou, nesta terça-feira (16), a cerimônia de aposição de retrato da desembargadora Cezarinete Angelim (in memorian), na Galeria de Presidentes do Tribunal de Justiça do Acre, por seu mandato à frente do Judiciário Acreano no biênio 2015-2017. O retrato aposto foi confeccionado pelo artista plástico Leandro Melo, na técnica óleo sobre tela, seguindo o padrão das demais pinturas.

Na ocasião, a presidente do TJAC, desembargadora Denise Bonfim, prestou palavras de consolação à família da magistrada, que acompanhou a cerimônia, e enfatizou alguns dos trabalhos de destaque na Justiça Acreana, idealizados e executados pela desembargadora, a exemplo de conciliação e os prédios da Cidade da Justiça.

“O TJAC só tem a dizer que ela faz falta entre nós e fará por muito tempo. Ela foi uma magistrada nota dez e o trabalho dela está marcado em nossas vidas. Muito se esforçou para construir os prédios da Cidade da Justiça e foi referência na incansável luta pela pacificação social”, disse.

A desembargadora Maria Cesarineide, que em seu pronunciamento representou a família da homenageada e a Presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, agradeceu aos membros da Corte da Justiça Acreana, à equipe de servidores de gabinete, e lembrou-se da personalidade e trajetória da irmã.

“Procurou, como magistrada, oferecer o melhor de si. Foi uma desembargadora que viveu para o trabalho e família. O tempo vai passar, todos passamos e a instituição fica. Mas, que todos ao passarem, por essa galeria, vejam no olhar expressivo dela, nessa foto, o sentimento de gratidão”, ressaltou a desembargadora Maria Cesarineide.

Desembargadora Cezarinete Angelim

A desembargadora Cezarinete Angelim manteve, desde que há 30 anos assumiu a função de membro da Magistratura Acreana, incansável luta pela pacificação social. A defesa pela conciliação como instrumento de consolidação de uma justiça mais rápida e fraterna sempre foi uma de suas maiores convicções.

Exemplo disso é que lançou o projeto Conciliar, enquanto juíza-titular da 2ª Vara Cível de Rio Branco desde 2001, quando mal se falava no assunto no Brasil. Implantou os programas Justiça Volante e Justiça sobre Rodas, ainda magistrada de 1º Grau.

No âmbito do 2º Grau, lançou mão dos pilares da Justiça do 3º Milênio, cuja maior premissa explicita que os juízes precisam ser agentes de transformação da realidade em sua volta; não atuando apenas em gabinetes aplicando a caneta da lei, mas indo até a comunidade, atendendo anseios e necessidades dos cidadãos.

Essa visão a levou a trabalhar no Biênio 2015-2017 – como presidente da Corte de Justiça Acreana -, pela ampliação do acesso à justiça, interiorização das ações e fortalecimento dos programas sociais.

As conquistas que compartilhou com os seus pares, juízes, servidores e membros de sua equipe não podem ser descritos, sob pena de se incorrer em omissões importantes. Mas o Selo Verde Chico Mendes, prêmio inédito de sustentabilidade ambiental, foi uma das maiores. A construção e entrega da obra dos Juizados Especiais Cíveis não pode deixar de ser citada, vez que é a porta de entrada da maior parte da população que busca a tutela jurisdicional.

Natural de Rio Branco (AC) e vinda de família humilde economicamente, após conquistar o diploma, Cezarinete atuou por quase uma década na advocacia criminal e oito anos como procuradora do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, atualmente o Ibama.

Mais foi em 1988 que Cezarinete ingressou no Poder Judiciário Acreano. Ela passou pelos municípios de Tarauacá e Cruzeiro do Sul, neste último, onde foi titular e também exerceu a função de juíza eleitoral da 4ª Zona.

Ao exercer as atividades na Capital, Cezarinete foi convidada pelo então presidente do TJAC, desembargador Jersey Pacheco, a implantar os Juizados Especiais Cíveis na Comarca de Rio Branco. Em 2012 foi empossada desembargadora do TJAC, tornando-se membro da Câmara Cível.

Para o Biênio 2013-2015 foi vice-presidente do TJAC e coordenadora dos Juizados Especiais do Estado do Acre e, no Biênio 2015-2017, a desembargadora assumiu a Presidência do Poder Judiciário Acreano. Já no ano de 2017, foi eleita vice-presidente do Tribunal Regional Eleitora (TRE-AC).

 

 

 

 

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Fonte: Atualizado em 16/10/2018