Judiciário Acreano avança na promoção da sustentabilidade ambiental, econômica e social

Resultados foram apresentados durante atividades em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

Resultados de ações desenvolvidas pelo Poder Judiciário Acreano sobre os avanços na política ambiental foram apresentados, nesta terça-feira, 5,  durante atividades em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente. A coordenadora do Núcleo Socioambiental Permanente do Tribunal de Justiça do Acre (NUSAP-TJAC), desembargadora Waldirene Cordeiro, que fez a exibição dos dados, anunciou, ainda, medidas a serem trabalhadas, posteriormente, no âmbito da Justiça Acreana, para o uso equilibrado do meio ambiente. Na ocasião, a desembargadora representou a Administração do TJAC, atualmente presidida pela desembargadora Denise Bonfim.

As ações executadas e projetadas pelo NUSAP-TJAC em conjunto com diretorias, gerências e secretarias são voltadas para cumprir as determinações da Resolução 201/2015 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que trata de ato normativo que contém aspectos teóricos e práticos visando a promoção da sustentabilidade ambiental, econômica e social, por meio da criação de unidades ou núcleos socioambientais e implantação do Plano de Logística Sustentável.

“Hoje é um dia especial para mim e para o mundo, onde comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, data para refletirmos e contribuirmos mais ainda para a preservação do planeta. Precisamos trabalhar verdadeiramente para proteção dele (planeta) e termos atitudes e condutas voltadas à preservação. Toda ação voltada para o uso equilibrado do meio ambiente é essencial para garantir nossa sobrevivência e das futuras gerações”, disse.

 

Veja algumas ações já executadas e outras em andamento:

– Novas instalações do Centro Médico com pequena academia foram inauguradas para o bem-estar e melhor qualidade de vida para magistrados e servidores;

– Reunião sobre o plano de ação do PLS, onde parte das ações deliberadas já se encontra executadas ou em andamento;

– Redução considerável de uso de papel, em média, 5,7% em relação aos anos de 2016, 2017;

– Projeto de pilhas e baterias que incentiva o descarte correto desses produtos. Foram recolhidos 20kg. Caixas foram postas nas unidades judiciárias;

– A Área de Preservação Permanente (APP) foi ampliada para ser criado o Parque Ambiental;

– Biblioteca Compartilhada que reutiliza material reciclável e livros novos e/ou usados foi lançada e caixas com os materiais estão nas unidades do TJAC, em Rio Branco. Previsão é ainda neste ano implantar nas comarcas do interior;

– Horta Sustentável foi criada no prédio-sede do TJAC, ao lado do Centro Médico, onde os magistrados e servidores poderão cultivar hortaliças e plantas medicinais de forma compartilhada. A finalidade é incentivar o cultivo de hortas livres de agrotóxico e estimular hábitos alimentares saudáveis;

– Coleta Seletiva já foi implantada e, agora, será para plástico também a fim de facilitar o trabalho das pessoas para a coleta e descarte adequado.

 

Ao fim de seu pronunciamento, a coordenadora do NUSAP-TJAC destacou que as ações devem ser continuadas nas próximas Administrações, e também agradeceu aos expositores presentes, servidores do TJAC, em especial, aos da equipe, além dos magistrados.

“Nosso empenho não é somente para o Poder Judiciário, mas para as novas gerações. Viemos para contribuir não somente hoje, por ser um dia especial, mas todos os dias pela preservação do nosso planeta”, finalizou.

 

Dia Mundial do Meio Ambiente

O evento contou, ainda, com a apresentação da peça teatral ‘Reconhecimento da Mãe Terra como ser Vivo’, da Embaixada Mundial dos Ativistas pela Paz (EMAP), onde abordou sobre a necessidade da preservação do meio ambiente.

Também estiveram presentes o 8º Grupo de Escoteiros “Sementes do Amanhã”, que expôs a sua estrutura de acampamento, instrução de nós e amarras, pioneirias, e seu lema relacionado à “Educação para a Vida”, além de barracas com itens sustentáveis locais de artesanatos, biojoias, açaí preparado na hora, palmito e mel. Outro destaque foi a distribuição de mudas para os visitantes.

As atividades foram finalizadas com a apresentação do grupo indígena Txana Dewe Huni Kuin.

O líder espiritual, Mapu Huni Kuin, expôs as dificuldades que os indígenas enfrentam atualmente devido as mudanças climáticas. Segundo ele, os sinais vindos da lua e das estrelas para certos rituais já não são os mesmos, além da falta de peixes por conta da poluição dos rios e desaparecimento dos animais na floresta devido ao desmatamento.

“Sentimos o que natureza quer dizer para nós. O meio ambiente está sendo destruído. A floresta não é mais como antes. Nós sentimos isso e pedimos forças para caminhar”, comentou.

Veja todas as fotos no flickr.

 

 

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Fonte: Atualizado em 05/06/2018