Palácio da Justiça marca participação na 16ª Semana Nacional de Museus

Atividades compreenderam palestra, roda de conversa e visitação de estudantes da rede pública de ensino.

O Palácio da Justiça, Centro Cultural do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), marcou participação na 16ª Semana Nacional de Museus, ocorrida entre os dias 14 e 20 de maio. A programação, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em parceria com diversos museus e centro culturais do país, foi alusiva ao Dia Internacional de Museus, comemorado no último dia 18 de maio.

Durante todo o período houve visitação de alunos do Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), integrante da rede pública de Ensino. Ao todo, aproximadamente 300 estudantes visitaram as dependências do Museu do Poder Judiciário Estadual, as instalações da Biblioteca Dr. Alberto Zaire e o Café Jurídico, todos localizados no Palácio da Justiça.

Nos dias 17 e 18 de maio também foi realizada a Exposição Euclides da Cunha, que por meio de 15 quadros artísticos retrata a trajetória da Expedição ao Alto Purus, período no qual o renomado escritor brasileiro comandou a comissão mista brasileiro-peruana que tinha a missão de demarcar os limites territoriais entre o Brasil e o Peru, no início do Século XX. A obra é baseada no livro sobre o mesmo tema escrito pelo desembargador aposentado do TJAC Arquilau Melo.

No período compreendido entre os dias 14 e 18 de maio também houve exibição dos documentários “50 Anos do TJAC” e Revolução Acreana, que narram, respectivamente, a evolução da Corte de Justiça Acreana em seu primeiro cinquentenário e a luta que culminou na incorporação do Estado do Acre ao Brasil, em 17 de novembro de 1903, por meio da assinatura do Tratado de Petrópolis. Novamente o público alvo foi composto por alunos da Rede Pública de Ensino.

No dia 18 de maio foi realizada ainda uma palestra sobre meio ambiente no auditório. A atividade foi ministrada pelo professor Oltacir Farikoski, doutorando em Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Acre (UFAC).

Foi realizada também, como parte das atividades, uma Roda de Conversa entre alunos do CEJA e servidores do TJAC, momento dedicado à discussão de temas como cidadania, drogas, educação ambiental, dentre outros assuntos.

“A participação dos alunos foi muito bonita de ver. Saíram daqui felizes, satisfeitos com a exibição dos documentários, com a visitação, os documentos históricos guardados pela Justiça Acreana. Muitos deles ainda sequer conheciam o Palácio da Justiça como museu. Não sabiam que aqui eles têm acesso à biblioteca (Dr. Alberto Zaire), a uma sala de estudo. Então, a partir dessa ação eles puderam descobrir um ambiente cultural no qual eles podem conhecer outras pessoas, vir com suas famílias, com seus amigos. Por isso, acredito que foi bastante positiva essa ação”, disse o supervisor do TJAC, Alexandre Oliveira.

Palácio da Justiça, Centro Cultural do TJAC

O Palácio da Justiça foi inaugurado no dia 30 de abril de 1957, quando o Acre ainda era Território Federal. Nele foi abrigado o Fórum da Comarca de Rio Branco, que compreendia o Tribunal do Júri, os cartórios judiciais, eleitorais e extrajudiciais, todos sob administração do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, então Capital Federal.

Foi a primeira sede da Corte Acreana, que se instalou, solenemente, no dia 15 de junho de 1963, um ano após a entrada em vigor da Lei que criou o Estado do Acre.

De inquestionável importância histórica e cultural para a cidade de Rio Branco e região, com sua construção em estilo neoclássico, tombada como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Acre no ano de 2002 (Decreto Governamental n° 6.289, de 10.10.2002), o Palácio da Justiça abrigou durante quase 40 anos a Corte de Apelações do Estado.

 

Abriga atualmente o Museu do Poder Judiciário do Estado do Acre, a biblioteca Dr. Alberto Zaire e o Café Jurídico. No local, estudantes e pesquisadores também têm à disposição uma sala de estudos e acesso à internet. Cópias de documentos históricos guardados pela Justiça Acreana são um dos destaques em exposição permanente. Dentre eles, está a sentença que condenou os assassinos do líder seringueiro Chico Mendes e até mesmo uma interessante decisão que proibia os assovios no âmbito de instituições públicas no início do Século XX.

Para mais informações os interessados devem ligar para o número 3211-5560.

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Fonte: Atualizado em 23/05/2018