Campanha para cadastro de doadores de medula óssea é realizada na Cidade da Justiça

Com a ação de hoje foram formalizadas mais 76 pessoas interessadas em ajudar a salvar vidas.

O Tribunal de Justiça do Acre, por meio da Gerência de Qualidade de Vida (GEVID), deu continuidade, nesta quarta-feira (11), à campanha para cadastramento de doadores de medula óssea. A ação, que ocorreu na Cidade da Justiça, conta com a parceria do Instituto Nacional de Apoio à Vida (Invida), Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre) e Rotary Club.

A primeira fase da campanha ocorreu em fevereiro, na sede-administrativa do TJAC, resultando em aproximadamente 80 novos cadastros. Com a ação de hoje foram formalizadas mais 76 pessoas interessadas em ajudar a salvar vidas.

Informação é necessária

A falta de informação é um dos maiores empecilhos para a adesão dos doadores. O representante do Invida, Lindberg Oliveira ressaltou ser alto o número de pessoas que desconhecem o processo para ser um doador.

“Com a comunidade melhor informada, as chances para quem está na fila, a espera de doadores compatíveis, aumentam consideravelmente. A solução está dentro de nós para salvar vidas”, comentou.

 

As informações transmitidas pelo representante do Invida foram cruciais para o servidor Emerson de Araújo, lotado na Vara de Execução Penal, decidir fazer o cadastro.  “Quem precisa não tem escolha, só resta lutar por sua sobrevivência, mas nós podemos fazer parte da esperança dessas pessoas”, salientou.

Procedimento

Os voluntários preenchem um formulário com dados pessoais e são coletados cinco mililitros de sangue para efetuar o cadastro.

A servidora da Vara de Proteção à Mulher, Glenda Awstin, compartilhou que não conhecia os procedimentos e tinha medo de ser retirada uma grande quantidade de sangue. “Essa é uma causa justa e às vezes não temos acesso às informações, por isso é muito importante a campanha”.

Cadastro Nacional de Doadores

A medula óssea é a “fábrica” do nosso sangue. Ela é encontrada no interior dos ossos, conhecida popularmente como “tutano”, e produz componentes do sangue como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

Para ser um doador de medula óssea é preciso estar cadastrado no Registro de Doadores de Medula (REDOME). Estão aptos a doar, pessoas entre 18 e 55 anos, que não tenham AIDS ou câncer. Pode-se doar independente do peso e tipo sanguíneo, hipertensão, hepatite, diabetes e se tomam remédios controlados.

Os riscos para os doadores são praticamente inexistentes, apenas 10% da medula óssea é retirada e dentro de uma semana a medula será recomposta no corpo.

Vale salientar que, quem já é cadastrado como doador voluntário de medula óssea, é importante manter os dados atualizados no portal do Instituto Nacional de Câncer (INCA) através do endereço: redome.inca.gov.br/doador-atualize-seu-cadastro.

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Fonte: Atualizado em 11/04/2018