Tribunal inicia combate ao mosquito Aedes aegypti em unidades judiciárias na Capital

Todos devem se integrar à iniciativa de eliminar os focos, pois o mesmo mosquito é transmissor de diversas doenças, como Dengue, Chikungunya e Zika.

A desembargadora-presidente do Tribunal de Justiça do Acre, Cezarinete Angelim, deu início na última sexta-feira (12) a uma série de vistorias aos prédios que abrigam unidades judiciárias no âmbito da Justiça Estadual com o objetivo de verificar possíveis focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue e das febres amarela, Chikungunya e Zika, dentre outras doenças.

A presidente tem chamado a atenção para o fato de que é preciso esclarecer a população sobre os riscos à saúde e para melhor informação sobre a problemática. Por exemplo, ela tem chamado a atenção de que o mosquito é um só, o Aedes aegypti, mas as doenças transmitidas por ele são muitas, principalmente Dengue, Chikungunya e Zika. Em outras palavras, ao eliminar os focos do mesmo mosquito, diversos problemas de saúde pública são evitados.

A primeira inspeção realizada pela desembargadora Cezarinete Angelim aconteceu no Fórum da Avenida Ceará, onde abriga os Juizados Especiais Criminais, Turmas Recursais, bem como os cursos profissionalizantes ofertados pela Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas da Comarca de Rio Branco (Vepma). No local, ao cumprimentar a juíza de Direito Maha Manasfi, titular da Vepma, a desembargadora-presidente destacou a importância da ação, enfatizando a necessidade de um amplo engajamento para a solução do problema.

Ainda no Fórum da Avenida Ceará, a presidente do TJAC também verificou os trabalhos (já realizados) de capina e roçagem em um terreno baldio vizinho ao prédio do Fórum da Avenida Ceará, local de onde foram retiradas tampas, garrafas e outros objetos que permitiam o acúmulo de água e a proliferação de larvas do mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika vírus.

Em seguida, a desembargadora-presidente visitou o prédio que abriga as 1ª e 2ª Varas da Infância e da Juventude da Comarca de Rio Branco, onde foi recebida pela juíza de Direito Rogéria Epaminondas.

A juíza-auxiliar da Presidência, Mirla Regina, diretores e assessores acompanharam a presidente do TJAC nos dois locais visitados.

As vistorias estão inseridas no contexto da campanha institucional de conscientização e prevenção às doenças transmitidas pelo aedes aegypti, lançada pela atual Administração do TJAC neste mês de fevereiro, com o objetivo de envolver as mais de duas mil famílias de servidores, além dos próprios cidadãos que utilizam os serviços da Justiça Estadual no movimento nacional pela erradicação do mosquito.

Ao instituir a campanha, na qual destaca que o combate à Dengue e às febres Chikungunya e Zika é um questão de Estado, que demanda a atenção de todos os setores da sociedade, a desembargadora-presidente do TJAC conclamou magistrados e serventuários do Judiciário Acreano a realizar vistorias constantes em suas próprias residências e nas imediações destas para identificar, nos próprios bairros onde moram, criadouros do mosquito aedes aegypti.

“Nós precisamos nos unir, pois essa é uma situação que atinge a todos. É uma questão de Estado, um problema que só resolveremos se dermos as mãos e nos conscientizarmos de que cada um deve fazer a sua parte”, disse Cezarinete Angelim.

A Dengue

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, foi identificada pela primeira vez em 1986. Estima-se que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente no mundo.

Transmissão

A principal forma de transmissão é pela picada dos mosquitos Aedes aegypti. Há registros de transmissão vertical (gestante – bebê) e por transfusão de sangue. Existem quatro tipos diferentes de vírus do dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

Sintomas
A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele.

Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas.

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde.

Tratamento

Não existe tratamento específico para dengue. O tratamento é feito para aliviar os sintomas Quando aparecer os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido. Importante não tomar medicamentos por conta própria.

A Chikungunya

A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.

Sintomas

Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

Tratamento

Não existe vacina ou tratamento específico para Chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

Zika Vírus

Estimativa dos órgãos responsáveis dão conta que 4,5 milhões de casos de zika estão previstos para as américas em 2016, além de já ter sido confirmada a manifestação da enfermidade em 23 países. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço deles ocorrerão no Brasil. Já foi detectada em 20 estados do País, mas não no Acre, razão pela qual é tão importante a prevenção.

O médico Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz, alertou que “estamos enfrentando talvez um dos maiores desafios de saúde pública ao longo dessas últimas décadas. Diria deste século”.

Como acontece a transmissão

O Zika Vírus pode ser transmitido por um inimigo bem conhecido do brasileiro, o mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, mas também por outros mosquitos.

Sintomas

O problema é que a zika geralmente é silenciosa (80% das pessoas não apresentam sintomas), tendo sido oficialmente relacionada a duas mortes no País.

Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história.

Deve ser observado o aparecimento de sinais e sintomas de infecção por vírus Zika e buscado um serviço de saúde para atendimento, caso necessário.

Principais riscos

Todos correm riscos, mas os principais riscos são para grávidas e bebês em gestação: o Ministério da Saúde já confirmou a ligação entre zika e microcefalia. Os registros da malformação — bebês nascem com crânio menor que o normal — saltaram de 147 em 2014 para 1.248 até 30 de novembro do ano passado.

Tratamento

Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. Também não há vacina contra o vírus. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados.

Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus. Os casos suspeitos devem ser tratados como dengue, devido à sua maior frequência e gravidade conhecida.

 


O Combate a essas três doenças

A melhor forma de se evitar são os mesmos cuidados com a dengue: combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.

Assim como a Dengue e a Chikungunya, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas residências, vizinhança e áreas próximas ao local de atendimento dos pacientes.

 

 

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Fonte: Ex. DIINS - Diretoria de Informação institucional Atualizado em 15/02/2016