STF e CNJ assinam acordo com o Google para lançar vídeos no YouTube

O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e passam a ter, a partir desta quinta-feira (01), um canal direto no You Tube, o famoso site de vídeos do grupo Google.

A solenidade que oficializa a parceria está programada para hoje, às 18h, no Salão Branco do STF. Além do ministro Gilmar Mendes, também assinam o convênio o diretor-geral do Google para a América Latina, Alexandre Hohagen, o diretor de Comunicação da Google, Felix Ximenes, e o diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais do Google, Ivo Correa.

A parceria a ser firmada permitirá que os internautas interessados em informações do Supremo e do Conselho possam assistir integralmente aos vídeos disponíveis e, também, que os dois órgãos envolvidos na parceria (CNJ e STF) possam ter acesso a ferramentas tecnológicas desenvolvidas pelo Google de forma a aprimorar a comunicação com a sociedade.

Para o lançamento da nova mídia, que não gera custos para o Poder Judiciário, será apresentado um vídeo com o histórico da comunicação institucional da Corte. O STF será a primeira Suprema Corte no mundo a ter uma página oficial no YouTube.

Inicialmente, a parceria permite a inclusão no portal de mais de 400 vídeos do Conselho, editados em aproximadamente 2.500 minutos. Além disso, os internautas poderão ter acesso a vídeos sobre programas diversos do CNJ, como o de Boas Práticas do Judiciário, o programa Nossas Crianças – voltado para crianças e adolescentes, com atuação no combate à violência contra menores e na ressocialização dos jovens em conflito com a lei –, além das campanhas de conciliação, entre outros.

Com esse novo canal de comunicação, as pessoas poderão acessar as informações veiculadas pela TV Justiça sobre as atividades desenvolvidas na cúpula do Poder Judiciário. Um exemplo de conteúdo que estará disponível são os vídeos de julgamentos que acontecem no Plenário, assim como os programas produzidos especialmente pela equipe da TV Justiça, administrada pelo STF.

As ferramentas também vão possibilitar a criação de projetos de integração dos 15 mil juízes que atuam nas diversas regiões do país. Assim, os magistrados poderão trocar experiências mais facilmente e adquirir mais conhecimento na página do CNJ.

O material disponível inclui desde imagens cinematográficas referentes à realização destes programas a reportagens, entrevistas e filmagens oficiais de eventos do Conselho. O You Tube também terá um link específico para o programa Gestão Legal, da Rádio Justiça, veiculado todos os dias e que divulga apenas notícias do CNJ.

O site do YouTube só divulga vídeos de, no máximo, dez minutos de duração. No entanto, no caso do material mais prolongado o Conselho dividiu os vídeos em várias etapas, para que fiquem acessíveis a todos os que desejarem conhecer tal conteúdo.

Um dos destaques do trabalho, nesta primeira fase, é a inclusão no YouTube de todo o treinamento de conciliadores já realizado pelo CNJ, que ficará disponível para ser usado pelas pessoas interessadas em participar dos próximos programas de conciliação do Conselho.

Funcionamento da página

A página entrará no ar com edições gravadas de sete programas da TV Justiça e receberá as novas edições, na íntegra, mas divididas em blocos de até 10 minutos, em média, depois que forem exibidas pela TV. Somente um dos programas, o Saber Direito, será postado em blocos de 1 hora (alguns programas serão postados em blocos de 10 minutos).

A página conta com quase 300 vídeos e será abastecida semanalmente com as novas edições dos sete programas, exibidas em primeira mão na TV Justiça. Neste primeiro momento, estarão disponíveis edições dos seguintes programas: Carreiras, Cortes Supremas, Iluminuras, Refrão, Repórter Justiça, Saber Direito e Síntese. Outro programa, o Academia, será incluído no site em breve.

Os julgamentos de destaque nas sessões plenárias da Corte também poderão ser vistas pelos internautas, assim como o programa Síntese, que traz um resumo das sessões de cada semana. A previsão é de que, em breve, sejam incluídos os vídeos de julgamentos históricos do Tribunal e que, no futuro, sejam postados todos os julgamentos do Plenário da Corte, assim como as audiências públicas realizadas. O objetivo é também poder incluir todos os 19 programas produzidos pela TV Justiça no STF.

A página do Supremo no YouTube trará ainda outra novidade exclusiva: uma vez por mês será postado vídeo em que o presidente da Corte é entrevistado por diferentes segmentos da sociedade.

A entrevista que inaugura a página foi feita por alunos do 8º ano do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Nela, Gilmar Mendes responde a questionamentos sobre infância e juventude, como abandono de crianças, jovens infratores, entre outras.

A navegabilidade é outro destaque da nova página. O usuário do YouTube poderá realizar a pesquisa por assunto ou ver os programas e julgamentos em sequência, acessando as listas de reprodução disponíveis no site. A página oferecerá links para as páginas Web da TV, da Rádio Justiça e do CNJ.

Plano estratégico

Colocando suas produções de vídeo em um dos sites mais acessados do mundo, o Supremo se aproxima de atingir a meta 17 de seu planejamento estratégico: “Ampliar a visibilidade do STF junto à sociedade até 2013”. Essa é uma das metas previstas pelo objetivo estratégico de nº 6: "Aperfeiçoar o processo de comunicação com a sociedade".

Visibilidade

A cada minuto, usuários do YouTube enviam o equivalente a 24 horas de conteúdo para o site, ou 34.560 horas por dia em vídeos, que são armazenados em centros de dados espalhados pelo mundo. Em janeiro, segundo informações da Google, mais de 100 milhões assistiram a 6,3 milhões de vídeos postados, transformando o YouTube na comunidade de vídeos mais popular da Internet.

Com a formalização da parceria, o STF e o CNJ se somam às páginas oficiais do Vaticano, da Casa Branca e do Senado dos Estados Unidos, que também possuem cooperação semelhante com o Google. O endereço do YouTube é www.youtube.com.

(Com informações dos portais do STF e do CNJ).

 

  

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Fonte: Publicado em 01/10/2009