Presidência do TJAC lança Projeto Conciliar é Divino para mais de 20 igrejas evangélicas

Lançamento aconteceu no auditório da Igreja Batista do Bosque, com a presença confirmada de 172 presentes.

A Semente foi lançada. A três dias do fim da gestão, a desembargadora-presidente Cezarinete Angelim lançou no auditório da Igreja Batista do Bosque o Projeto Conciliar é Divino para mais de vinte igrejas evangélicas. Além dos pastores da IBB, compareceram à solenidade líderes de outras 22 congregações, incluindo representantes dos municípios de Rio Branco, Acrelândia, Senador Guiomard, Capixaba e Bujari.

O Projeto Conciliar é Divino visa promover a resolução pacífica de conflitos com a participação de denominações e lideranças religiosas no Estado. O objetivo é avançar na efetiva implementação da chamada Justiça do 3º Milênio, baseada na resolução pacífica de conflitos por meios de autocomposição (conciliação e mediação).

Compuseram o dispositivo de honra a presidente do TJAC, desembargadora Cezarinete Angelim; a decana da Corte de Justiça Acreana, desembargadora Eva Evangelista; a corregedora-geral de Justiça, desembargadora Regina Ferrari; o líder da IBB, pastor Agostinho Gonçalves e as juízas de Direito Mirla Regina (auxiliar da Presidência) e Olívia Maria (responsável pela capacitação dos líderes religiosos).

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Ao discursar aos presentes, Cezarinete Angelim se disse feliz pela ocasião e agradeceu pelo apoio recebido de diversas denominações e lideranças religiosas no processo de elaboração – e agora execução – do projeto, o qual reputou de “fundamental importância para uma efetiva mudança da cultura do litígio para a cultura da conciliação, baseada no entendimento e no respeito mútuo”.

“A conciliação é a cultura do 3º Milênio. Em países mais desenvolvidos (…) a solução das demandas se dá, em até 98% dos casos, por meio da conciliação; apenas 2% dos casos viram processos na Justiça, que precisam ser resolvidos por um magistrado, por meio de uma sentença. Portanto, a conciliação é um estágio maior – de civilidade, de paz, de compreensão entre as pessoas. A conciliação é, por assim dizer, ao mesmo tempo, a capacidade de perdoar também o perdão”, considerou a desembargadora-presidente do TJAC.

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A presidente não esconde o seu encantamento com a organização, sofisticação e caráter social do Conciliar é Divino na solução dos conflitos pelo aspecto religioso. “Esse é o verdadeiro viés da Justiça”, reforçou . Ela compartilhou ainda com os presentes a experiência vivenciada por ela durante sua visita ao Tribunal de Justiça de Goiás, onde constatou que a boa comunicação e carisma são essenciais para o bom resultado desse trabalho.

“Não é só a parte intelectual que deve ser levada em consideração. A pessoa precisa ter amor ao próximo e aprender a ouvir, analisar. Às vezes tudo o que alguém necessita é ser ouvido e compreendido nas suas aflições. A facilidade e a simplicidade na comunicação são essenciais para o êxito desse belo e gratificante trabalho”, testemunhou.

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Em breve consideração, o pastor Agostinho Gonçalves agradeceu a Administração do Poder Judiciário pela bela iniciativa, e se colocou a disposição para consolidar o Projeto no seio da comunidade evangélica Batista do Bosque. Na ocasião, também foi inaugurado o Centro de Conciliação e Mediação da IBB.

A programação contou com apresentações musicais do Coral do Poder Judiciário e de integrantes do grupo de louvor da IBB.

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Seguindo as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), logo após a solenidade de lançamento do Projeto, teve início o Workshop sobre Técnicas de Conciliação e Mediação para os líderes religiosos ou pessoas indicadas por eles, ministrado pela juíza designada pela Presidência, Olívia Maria. A programação tem prosseguimento nesta sexta-feira (31), quando ocorre o encerramento.

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Fonte: Atualizado em 31/01/2017