Com gestão de serviços postais, TJ economiza mais de R$ 115 mil em gastos com Correios em 2012

O Tribunal de Justiça do Acre economizou no ano passado a quantia de R$ 115.280,51 mil em gastos com os Correios.

A redução corresponde a aproximadamente 25% do valor total em relação ao ano de 2011, quando o número ultrapassou os R$ 479 mil.

Em 2012 a instituição cresceu, com a criação e instalação de novas unidades judiciárias e o aumento do número de desembargadores e gabinetes.  Apesar disso, o gasto nesse ano foi de R$ 363.959,96 mil.

Os dados foram compilados pelo Setor de Protocolo do Tribunal, que executou um novo gerenciamento para que os resultados fossem alcançados. “Antes não tínhamos o controle geral dos nossos custos. Por isso, passamos a cobrar relatórios mensais de postagens, fazendo com que as comarcas e demais protocolos fizessem melhor uso dos serviços prestados pelos Correios”, explicou Carlos Vasconcelos, chefe do setor.

Ele assinalou que o objetivo da fiscalização do recebimento de correspondências e documentos é evitar postagens desnecessárias. “Muitas vezes se usava o Sedex em situações nas quais não havia urgência, quando se poderia usar o PAC”, explicou.

Carlos Vasconcelos realizou em 2012 diversas viagens às cComarcas do interior do Estado, por meio das quais dialogou com os servidores, diretores e responsáveis pelas unidades de protocolo. Dessa maneira, foi possível discutir com os colegas sobre o uso de novas ferramentas, que garantissem um melhor fluxo e maior controle das postagens.

“Alcançar essa redução, que nos surpreendeu, exigiu também uma conscientização de todos nós e em todas as unidades judiciárias do Judiciário Acreano”, finalizou o chefe do setor do TJAC.

Virtualização e Malote Digital

O TJAC passou a fazer investimentos tecnológicos que também contribuíram para assegurar essa economia com serviço dos Correios.

Um deles é o Projeto de Virtualização das unidades judiciárias, já em vias de conclusão. A iniciativa permite que os processos sejam digitalizados e, consequentemente, dispensa muitas vezes o envio de correspondências e documentos, sobretudo para o interior do Estado.

Outro investimento é o Malote Digital, um sistema desenvolvido com a finalidade de possibilitar comunicações recíprocas, oficiais e de mero expediente. Originalmente chamado “Hermes”, foi desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) para uso interno.

Posteriormente, por meio de convênio, esse sistema foi cedido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que fez adaptações para permitir a troca eletrônica de correspondências com diversos órgãos do Poder Judiciário, passando a ser conhecido como Malote Digital.

Desde então, o Malote Digital é utilizado para o envio e recebimento de correspondências entre órgãos do Poder Judiciário e instituições cooperadas.

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Fonte: Atualizado em 29/06/2015