Ação da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) estimula a leitura entre crianças da rede pública de ensino desde 2022
Você se lembra do primeiro livro que leu e que marcou a sua vida? Qual foi a história? As perguntas foram feitas, na manhã desta sexta-feira, 23, a 25 crianças do quinto ano do ensino fundamental da Escola Municipal Manoel Gonzaga que participavam do projeto Infância Literária, do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), no Fórum Desembargador Ananias Gadelha Filho.
A iniciativa é executada pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj) do Judiciário, com o objetivo de ampliar o acesso a livros. Além disso, o projeto mostra a importância da educação e da leitura para a garantia de direitos de crianças e adolescentes.
A ação é realizada desde 2022 com crianças da rede pública de ensino, e são distribuídos livros infantojuvenis às estudantes e aos estudantes. Na cidade do interior do estado, também conhecida pelo nome Quinari, a desembargadora Regina Ferrari, vice-presidente do TJAC e coordenadora da Coinj, fez a contação da história O Menino que Plantou um Pé de Ipê. A magistrada pediu que as crianças fizessem uma redação sobre as obras recebidas e, no final do ano, as cinco melhores redações serão premiadas.

Alimentar sonhos
O questionamento do início do texto foi feito pelo presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, e pela desembargadora Regina Ferrari. Ambos defenderam a educação e a leitura como ferramentas de transformação social e caminho para a construção de um mundo melhor.
“O livro é uma oportunidade de aprender e alimentar os sonhos. Hoje estou administrando o Poder Judiciário do Estado do Acre, porque estudei e li muito. Todos vocês podem buscar o conhecimento e ser o que quiserem. Quanto mais vocês lerem, melhor. Hoje é bom assistir videozinho, mas isso não melhora sua vida. Sejam firmes naquilo que vocês querem, estudem, leiam. A leitura nos leva a todos os lugares”, disse o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira.
“Este projeto é particularmente especial, porque é uma sementinha, a partir dos livros que distribuímos. O mundo precisa que cultivemos sonhos. Quem le aprende, aprende a se colocar no lugar do outro, aprende a perguntar, duvidar e a criar. E quem cresce assim vai ajudar a construir um mundo melhor”, disse Regina Ferrari.



Efeito imediato
O projeto tem efeito imediato: alegrar os jovens leitores, como o estudante Nicolas Hazael, de dez anos. Ele vibrou no momento em que ganhou o livro Varal de Poesia, ao afirmar: “Gosto muito de poesia. Eu sou apaixonado por poesia”. Nicolas revelou que ainda não tem um poeta preferido, porque quer conhecer vários antes de decidir. Outra estudante que achou seu livro fantástico foi Júlia Gabrielly, 12 anos; ela recebeu a obra ilustrada em capa dura Alice no País das Maravilhas.
As autoridades presentes também enfatizaram o quanto a leitura e os estudos são fundamentais para alargar horizontes e abrir novas oportunidades de vida. Participaram do evento o juiz de direito Romário Divino (diretor do foro da Comarca de Senador Guiomard), a juíza substituta Hellen Oliveira, a promotora de justiça Eliane Misae, do Ministério Público do Acre (MPAC), o defensor público Rogério Pacheco, da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC), o advogado Dauster Maciel, representando a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), a secretária municipal de Educação, professora Maria Elisângela, e a coordenadora pedagógica da Escola Manoel Gonzaga, professora Márcia Félix.





















Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC