Atividade iniciou nesta segunda-feira, 24, e será realizada em duas turmas para atender magistradas, magistrados, assessoras e assessores de todo o estado, com orientações práticas sobre a utilização do sistema de tramitação de processos
Quando começou a implantação do eproc em sua unidade, depois da primeira formação, a juíza de direito Taíse Velasquez, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), disse, com certa resistência: “Aí tá bom, vamos tentar usar”. Mas hoje viaja Brasil afora dando formações sobre o sistema e, nesta segunda-feira, 24, está no Acre, na Escola do Poder Judiciário (Esjud), ministrando um curso para juízas, juízes, assessoras e assessores sobre a plataforma que, conforme a magistrada, “auxilia e melhora o serviço”.
O curso terá dois dias e está atendendo às equipes de todo o estado; por isso, foi dividido em duas turmas: a primeira começou hoje e segue até terça-feira, e o segundo grupo inicia na próxima quarta-feira, 26. Além de Taíse, outros dois servidores do Tribunal gaúcho estão conduzindo a atividade: o juiz de direito André Tesheiner e a servidora Priscilla Rodrigues. A juíza e o juiz que atuam como facilitadores também integram a Comissão de Inovação do TJRS.

A introdução foi realizada pela juíza de direito Louise Kristina, da equipe de gestão do eproc no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Segundo explicou Louise, o prazo final para encerrar a migração dos processos do sistema SAJ para o eproc será em dezembro deste ano. A juíza, que também é auxiliar da Presidência do TJAC, elencou alguns desafios nessa fase de transição, em que as equipes têm que manusear dois — ou três, no caso da área criminal — sistemas de tramitação de processos.
“Em abril vencemos mais uma etapa, a implantação do eproc em todo o primeiro grau, e estamos trabalhando com a migração e a finalização da implantação do sistema no segundo grau. Todos sabem que é um desafio grande, especialmente porque precisamos trabalhar com dois sistemas. Mas acreditamos que de uma forma paulatina com treinamento, formação, compreendendo os anseios e dificuldades de vocês, estamos fazendo essa transição de forma segura e mais simplificada possível”, disse a juíza.

A atividade está sendo desenvolvida com base nas experiências práticas de participantes, nos desafios apontados e nas suas necessidades. Entre os pontos citados que precisam ser observados, estão: o trabalho com várias abas; o alinhamento da comunicação entre as equipes; as dúvidas sobre processo concluso para sentença ou para despacho; a compreensão sobre como deixar a operação do eproc mais automatizada; e a falta de padronização dos localizadores entre secretarias.
Contudo, tanto as facilitadoras quanto os participantes reconheceram os avanços do sistema, que, além de ser acessível por qualquer navegador ou dispositivo, melhora a atuação do Judiciário, que está saindo do processo digitalizado para o processo eletrônico, oferecendo possibilidades de correções e automatizações de acordo com a realidade de cada unidade.





Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC