Direitos das pessoas com deficiência é tema de entrevista no Boletim TJ Acre

Entrevista foi veiculada na sexta-feira, 27, na rádio Aldeia FM e a servidora Ana Lúcia Cunha, integrante da comissão de acessibilidade e do Comitê da Diversidade enfatizou a importância de cada pessoa respeitar os direitos das pessoas com deficiência

Nesta sexta-feira, 27, penúltimo dia da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual ou Múltipla foi realizada entrevista com a servidora Ana Lúcia Cunha, gerente de acervos do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e integrante da comissão da acessibilidade e do Comitê da Diversidade do Judiciário.

A mobilização nacional em defesa dos direitos das pessoas com deficiência intelectual e múltipla aconteceu entre os dias 21 e 28 agosto e a Gerência de Comunicação (Gecom) aproveitou a oportunidade para levar essa reflexão à sociedade, por meio do seu programa de rádio, que vai ao ar de segunda à sexta-feira, às 12h, na Aldeia FM, sintonizada na frequência 96.9, na capital acreana.

Na conversa, Ana Cunha que é servidora da Justiça acreana há mais de 23 anos discorreu sobre a necessidade das instituições públicas e setores privados desenvolverem uma política de inclusão e acessibilidade.

Fotografia da servidora Ana Lúcia em plano americano (mostrando do meio do corpo para cima). Ela sorri para a foto. Atrás tem mesas com vasos de flores.

“É importante que os órgãos públicos em suas cotas de vagas para as pessoas com deficiência procure pensar nas que tem mais limitações, afinal, no mercado de trabalho é mais comum inserir um cadeirante, até um surdo ou mesmo um cego, porque os instrumentos de acessibilidade são mais palpáveis. Já as pessoas com deficiência intelectual depende muito da adequação do próprio ser humano em se dispor a estar aprendendo e ensinando com essas pessoas, seja como trabalhador ou como usuário do sistema”, comentou Cunha.

Durante a entrevista, a servidora esclareceu que a palavra múltipla refere-se a diversidade das pessoas com deficiência intelectual, seja Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Síndrome de Down e outras em seus diversos graus de severidade.

Acessibilidade Atitudinal

Além de militante em defesa dos Direitos Humanos, Ana Lúcia é pessoa com deficiência física. Para ela, a inclusão também deve ser feita por cada indivíduo em suas atitudes diárias. Segundo explicou a gerente de Acervos do TJAC, as pessoas com deficiência intelectual e múltipla sofrem um grande preconceito, por isso é necessária a acessibilidade atitudinal.

Esse tipo de inclusão é quando percebe-se o outro sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações. Exemplos de acessibilidade atitudinal no serviço público, é quando um funcionário atende pessoa com deficiência e têm paciência, respeito para compreender aquela pessoa e ofertar a melhor prestação de serviço, garantindo que o usuário tenha autonomia e independência.

“Em relação as pessoas com deficiência intelectual ainda temos um preconceito bem visível. Quando você olha assim com olhar meio torto, é um coitadinho ou um menino muito levado, por que que esse menino não se aquieta, porque essa pessoa quer falar e fala tão enrolado. Mas, tenha calma, busque saber que nem todo mundo é igual. Então, busque aprender mais com a convivência. E é convivendo em sociedade com essas pessoas que nós vamos nos capacitando e também formando essas pessoas como seres humanos dignos de serem felizes. Afinal, é essa a meta de qualquer ser humano, é ser feliz, é encontrar a felicidade, independente de limitações auditivas, física, visuais ou cognitivas. Sejamos mais empáticos”, pediu Ana.

Boletim TJ Acre

Se você não pode escutar ao vivo essa entrevista, acesse Podcast TJAC Entrevista, disponível nas plataformas de streaming online, como o spotify.

No site do TJAC também é possível encontrar uma página com todos esses produtos postados. Basta procurar no meio da página o serviço “Comunicação” e clicar em “Rádio TJAC”. Você será direcionado para o local onde estão as edições do Boletim TJ Acre, campanhas, entrevistas e o quadro “O juiz responde”.

Emanuelly Silva Falqueto | Comunicação TJAC