Coordenadoria da Infância e Juventude e Iapen iniciam tratativas para próxima edição do Projeto Abraçando Filhos

Devido ao período pandêmico, o Projeto teve sua última edição realizada em 2019. O objetivo é promover acolhimento afetivo dos filhos de mães encarceradas que estão cumprindo pena em estabelecimento prisional.

A coordenadora da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC),  desembargadora Regina Ferrari, reuniu com a presidência  do Instituto de Administração Penitenciária do Estado do Acre (Iapen/AC), nesta quinta-feira, 19.

O presidente do Iapen/AC, Glauber Feitoza Maia e a diretora da Unidade de Regime Fechado Feminina de Rio Branco (URF-F/RB) Dalvani Azevedo estiveram presentes com o objetivo de iniciar as tratativas para mais uma edição do projeto Abraçando Filhos, que devido ao período pandêmico teve sua última edição em 2019.

O representantes do Iapen/AC se mostraram entusiasmados com a articulação para realizar a atividade. Ressaltaram ainda sobre a realidade difícil da mulher presa, que recebe poucas visitas e o encontro com os filhos é algo que muitas evitam no ambiente carcerário, por ser um local de vergonha para elas.

A realização está prevista para junho e como forma de humanizar ainda mais o encontro, terá a temática de festa junina, com comidas e brincadeiras para os todos os presentes, depois terá o momento para o encontro dos filhos com as mães.

A diretora da URF-F/RB Dalva Azevedo ressaltou a dimensão desse tipo de ação para a reeducandas. “O Projeto Abraçando Filhos possibilita as mulheres, principalmente as crianças, um momento único entre mães encarceradas e seus filhos fora do sistema. Sendo que as crianças têm a visão de família extra muros”, destacou a diretora.

 

Projeto Abraçando Filhos

O projeto Abraçando filhos tem a função de promover um apoio material e acolhimento afetivo dos menores, filhos de mãe encarceradas que estão cumprindo pena em estabelecimento prisional, como uma medida também preventiva de segurança pública.

Há grande quantidade de crianças e adolescentes, filhos de pais presos, que vivem em situações irregulares ou mesmo de abandono total. Isso provoca uma sensação de vulnerabilidade e de discriminação, que os torna suscetíveis ao uso precoce de álcool e drogas e, assim, os leva à criminalidade.

Elisson Nogueira Magalhaes | Comunicação TJAC