TJAC prestigia ação alusiva ao Agosto Lilás em Cruzeiro do Sul

Campanha realizada pela prefeitura municipal promoveu atividade na Fazenda Esperança Maria Madalena, que atua na recuperação de mulheres que enfrentam dependência química

Em um espaço aconchegante, cercado por árvores e uma decoração preparada com capricho para receber os convidados, o relato de Artemísia Silva emocionou todos que estavam presentes na atividade realizada na manhã deste sábado, 14, na Fazenda Esperança Maria Madalena, que atua na recuperação de mulheres com dependência química. Ao lado da filha, ela compartilhou sua dor, mas também suas conquistas.

A desembargadora Eva Evangelista, coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que cumpre agenda no município representando também a presidente, desembargadora Waldirene Cordeiro, prestigiou a atividade a convite da primeira-dama de Cruzeiro do Sul, Lurdinha Lima, responsável pela programação realizada como uma das atividades relacionadas ao Agosto Lilás, campanha de conscientização pelo fim da violência contra a mulher.

Também participaram da ação, a juíza-auxiliar da presidência, Andrea Brito, a juíza Ivete Tabalipa, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca do município, a primeira-dama do Estado, Ana Paula Cameli, a secretária de Assistência Social dos Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres (SEASDHM), Ana Paula Lima, assim como a diretora da respectiva pasta, Isnailda Gondim.

Assim como a história de muitas outras mulheres, Artemísia começou a usar drogas ainda adolescente, com apenas 16 anos, e desde então a jornada foi longa e dolorosa, ao ponto de quase perder os filhos diante de tantas denúncias feitas ao Conselho Tutelar. Encontrar ajuda e acolhimento foi determinante para o momento que ela vive atualmente. “Hoje posso dizer que esse lugar que estou mudou a minha vida e graças a Deus não perdi os meus filhos”, disse.

A desembargadora Eva Evangelista compartilhou em seu relato os dramas vividos por diversas mulheres, e elogiou o trabalho voluntário realizado pela administração do lugar, assim como várias pessoas e instituições que contribui com o espaço. “É muito importante que lugares como esse recebam ajuda de onde for possível, pois eles são transformadores na vida dessas pessoas, para que elas realmente tenham a chance de percorrer outros caminhos”, ressaltou.  

A Fazenda Esperança Maria Madalena foi fundada em 1983, realizando por meio do acolhimento, o processo pedagógico, a convivência familiar e a espiritualidade como eixos determinantes no processo de recuperação. O lugar é dirigido pelo padre Eriberto, que preside a administração do espaço, ao lado da vice-presidente, Beatriz Cameli, da secretária Lucimar Pedroza e da tesoureira Cléia de Lima.

A Fazenda Esperança é uma comunidade terapêutica que atua no processo de recuperação de mulheres em uso abusivo de álcool e outras drogas, mas muitas delas também enfrentaram a violência doméstica.

Andréa Zílio | Comunicação TJAC