Fazendo Justiça mobiliza comunicadores do judiciário brasileiro para divulgar ações do programa

Equipe de comunicação do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou do encontro virtual realizado nesta terça-feira


O Programa Fazendo Justiça, continuidade das ações do Justiça Presente, procura combater os problemas nos sistemas penal e socioeducativo, como superlotação, falta de reinserção social, maus-tratos e tortura. Mas, para garantir que tanto sociedade civil quanto instituições públicas compreendam a necessidade dessas ações a divulgação é essencial. Por isso, a equipe de comunicação do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou de videoconferência com os coordenadores do setor de assessoria de comunicação do programa, nesta terça-feira, 17.

Assessorias de imprensa de outros tribunais do país também participaram do encontro que discutiu as formas e maneiras de utilizar a identidade visual do programa, a divulgação das atividades nas plataformas digitais e nos meios de comunicação, assim como, foi debatido o papel da comunicação na efetivação do Fazendo Justiça.

Para a coordenadora de comunicação do programa Fazendo Justiça, Débora Neto Zampier, a mobilização local gera resultados positivos. “É uma satisfação muito grande essa parceria com os tribunais, esse envolvimento e está gerando muitos resultados positivos e esperamos gerar muitos mais resultados positivos.”

A Gerência de Comunicação (Gecom) do TJAC já realiza a divulgação do programa e seus resultados, desde sua primeira etapa, quando era chamado de Justiça Presente. Agora, com essa nova fase, a produção de conteúdos continuará ocorrendo e buscando sensibilizar servidores, magistrados, gestores públicos e população quanto a importância da concretização do programa Fazendo Justiça.

Fazendo Justiça

O Fazendo Justiça convida o Judiciário e outros atores da gestão pública a entendam que não basta realizar prisões para diminuir a violência. Afinal, o Acre é o estado que mais prende pessoas, seja adultos, jovens ou adolescentes. Conforme dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no ano passado, a taxa de aprisionamento local de adultos é de 954,04 pessoas para cada 100 mil habitantes, são quase 1 mil pessoas presas a cada 100 mil habitantes.

Quebrar com o ciclo da violência e exclusão é o objetivo do programa, que atua em quatro eixos (Proporcionalidade penal, cidadania, sistemas de identificação e socioeducativo) que precisam ser desenvolvidas em conjunto com outros agentes públicos. Não é à toa que o programa é fruto de parceria entre CNJ, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

No Acre, o programa é desenvolvido com a coordenação do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJAC, mas também articula uma rede de instituições estaduais executoras.

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Fonte: Atualizado em 17/11/2020