As peças tinham sobrado de outra ação social da Justiça do Acre, o Bazar Chique é ser Solidário, realizado em dezembro do ano passado, e agora foram repassadas para pessoas em situação de rua
A Declaração Universal dos Direitos Humanos expressa no artigo 29, que “todo ser humano tem deveres para com a comunidade”, mostrando que ações de solidariedade são estruturantes na promoção da justiça social. Seguindo essa lógica, integrantes da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizaram na terça-feira, 23, a doação de duas caixas de roupas para o Centro Pop, que atende a população em situação de rua na capital.
Os itens já tinham sido fruto de outra ação solidária do TJAC, são roupas que não foram vendidas no Bazar, realizado em dezembro do ano passado, para juntar recursos e atender projetos voltados ao acolhimento e à proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A juíza de Direito Isabelle Sacramento participou da entrega, representando a vice-presidente do TJAC, Regina Ferrari.
Uma corrente do bem que extrapolou o objetivo inicial, multiplicando os efeitos positivos, como ressaltou a coordenadora da Coinj, a desembargadora Regina Ferrari, “As peças foram vendidas e geraram recursos que estão sendo aplicados em ações sociais e humanitárias para proteger crianças, adolescentes e mulheres. Agora, as roupas que foram doações e estavam sob nossa responsabilidade, estão sendo repassadas para pessoas que vivem em situações de vulnerabilidade, por estarem nas ruas. Quando nós do Judiciário extrapolamos nosso papel de julgadores, com ações sociais, estamos mostrando que justiça também se promove com atos de solidariedade”.
Bazar
O “Bazar Chique é Ser Solidário” é realizado pelo TJAC, por meio da Coinj e da Coordenadoria de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental (Cosus), em parceria com a Associação dos Magistrados do Acre (Asmac). Em 2025, foi realizada a terceira edição da iniciativa que tem o objetivo angariar recursos para apoiar os projetos na área de proteção à infância e juventude.
Outra consequência positiva dessa ação é promover práticas sustentáveis de consumo, ao colocar para revenda peças e itens que já não estavam sendo utilizados.




Fotos Gleilson Miranda Secom/TJAC