Encontro em Goiânia debate estratégias de acolhimento e igualdade de gênero no Judiciário brasileiro
Ao longo desta semana, Goiânia se tornou o centro do debate sobre o papel das Ouvidorias da Mulher no fortalecimento da Justiça e na defesa de seus direitos. De 29 a 31 de outubro, o 6º Encontro do Colégio de Ouvidorias Judiciais das Mulheres (Cojum) reuniu representantes de todo o país.
A desembargadora Denise Bonfim, ouvidora da Mulher do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), participou da programação realizada no auditório da Escola Judicial de Goiás (Ejug), que promoveu diálogos sobre escuta qualificada, acolhimento humanizado e ações interinstitucionais voltadas à prevenção da violência e à promoção da igualdade de gênero. O evento também foi transmitido on-line, ampliando o alcance das discussões.

Durante os três dias, palestras e oficinas abordaram temas como convergência e a experiência da mulher negra, assédio institucional e organizacional, linguagem empática nas decisões judiciais e as boas práticas internacionais relacionadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, da Agenda 2030 da ONU.
Para a desembargadora Denise Bonfim, a participação no encontro reforça o compromisso do TJAC com a ampliação dos canais de escuta e o fortalecimento das redes de proteção. “Esses espaços nos permitem compartilhar experiências, aprimorar boas práticas. E neste encontro enfatizamos bastante a aplicação da linguagem simples e de acolhimento, com um olhar atento ao desabafo das vítimas. A escuta sensível é um instrumento de transformação social”, destacou.
O encontro foi encerrado na manhã desta sexta-feira, 31, com a leitura e aprovação da Carta de Goiânia, que reúne diretrizes e compromissos das Ouvidorias da Mulher de todo o país, consolidando o Cojum como uma rede nacional de cooperação e fortalecimento da Justiça de gênero.



Fotos: cedidas