Humanize IA, Magistrado Gestor, Plantando o Futuro e o Programa de Assistência à Saúde Mental mostram como o Tribunal aposta em soluções inovadoras para transformar a prestação de serviços ao cidadão
No palco de um dos maiores congressos de tecnologia, inovação e direito voltado ao ecossistema da Justiça e aos órgãos de controle, a Expojud, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) se apresentou pelo segundo ano consecutivo, levando iniciativas que ocuparam lugar de destaque no palco principal do evento.
Realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, entre os dias 6 e 9, a Expojud reuniu referências em tecnologias do futuro e promoveu importantes diálogos e reflexões sobre liderança e gestão humanizada. O evento contou com um público diverso, unido pelo desafio de aprimorar cada vez mais os serviços prestados ao cidadão, utilizar a tecnologia da melhor forma, inovar na gestão e manter o olhar atento a quem está por trás de tudo isso: o ser humano.
Quatro iniciativas foram apresentadas pelo TJAC no estande do Tribunal. Três delas foram novidades na programação do evento: o programa Humanize e os projetos Magistrador Gestor, que futuramente será transformado em programa, e Plantando o Futuro. Os avanços do Programa de Assistência à Saúde Mental, apresentado na Expojud de 2025, também ganharam espaço em mais uma edição do evento, que chegou à sua décima edição.
O TJAC também participou da programação com palestras na arena central, no palco principal e em salas temáticas, que reuniram atividades específicas nas áreas de comunicação e inovação.
O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou que, por meio dessas iniciativas, o Acre também deu sua contribuição ao evento.
“O Tribunal de Justiça é um tribunal inovador e essa é a razão pela qual já estamos na segunda edição da Expojud, apresentando aquilo que temos de melhor, que é a criatividade das nossas equipes, o desenvolvimento de ideias que finalmente alcançam o cidadão. E é isso que estamos fazendo: apresentando para outras instituições e empresas a nossa grande contribuição”, comentou.




Programa Humanize no palco
Desenvolvido sob a coordenação da Presidência do TJAC, por meio do gabinete do juiz auxiliar Giordane Dourado, com a participação do Laboratório de Inovação (Inova) e da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), o programa Humanize teve como foco enfrentar a baixa aplicação do controle de convencionalidade no sistema jurídico brasileiro.
A principal iniciativa do projeto foi o desenvolvimento da inteligência artificial Humanize IA, que analisa automaticamente a aplicação do controle de convencionalidade em conteúdos processuais, como petições, decisões, manifestações e votos. A tecnologia verifica a compatibilidade dos atos judiciais com a legislação nacional e sua aderência a tratados internacionais de direitos humanos, além de mensurar a conformidade com precedentes e opiniões consultivas da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH).
O projeto também previu a celebração de termos de cooperação na área dos direitos humanos, a criação de trilhas formativas, a capacitação de magistrados, servidores e forças de segurança, além da instituição do Prêmio Humanize de Convencionalidade, da articulação com órgãos do Sistema de Justiça e do intercâmbio institucional.
Novas iniciativas
Outra novidade que gerou boas expectativas foi o recém-lançado projeto Magistrado Gestor, que teve como proposta capacitar juízas e juízes que acumulam a atividade jurisdicional com funções administrativas, como a Direção do Foro.
A iniciativa buscou aproximar a formação técnico-jurídica das demandas de governança institucional, trazendo uma nova abordagem de liderança para o Poder Judiciário acreano, com foco em gestão estratégica e de pessoas, planejamento e inteligência emocional.
Já o projeto Plantando o Futuro levou a sustentabilidade para o centro da gestão. A iniciativa teve como objetivo plantar 15 mil árvores, entre ipês, açaizeiros, seringueiras e espécies frutíferas com alto potencial de sequestro de carbono, até 2030.
Além do reflorestamento, foram previstas ações e campanhas de conscientização voltadas a magistrados, servidores, instituições parceiras e sociedade civil. Outra frente de trabalho buscou mitigar e compensar as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) decorrentes das atividades judiciais e administrativas do Tribunal.
Assistência à Saúde Mental
Apresentado no ano anterior, o programa atuou por meio de ações e projetos voltados à saúde mental de magistrados, servidores e colaboradores, aliando prevenção e inovação tecnológica.
A partir do projeto Equilibra, o programa combinou inteligência artificial e metodologias voltadas à promoção do bem-estar no ambiente de trabalho. A ferramenta ofereceu um chatbot de suporte emocional, capaz de monitorar indicadores relacionados à saúde mental. Ao identificar sinais de atenção, o sistema ofereceu suporte e orientou o encaminhamento para atendimento especializado.
Com a expectativa de reunir cerca de 3 mil pessoas durante os três dias de evento, além de 446 instituições convidadas, a Expojud contou, naquela edição, com 130 expositores e experiências, mais de 200 palestrantes e especialistas, que participaram simultaneamente de palestras, painéis, oficinas e apresentações de cases. O encontro promoveu uma ampla troca de informações, experiências e práticas inovadoras, colocando em debate os caminhos para aprimorar a missão de servir à sociedade.



Fotos: Secom TJAC e cedidas