Judiciário acreano realiza ações da campanha Agosto Lilás em escolas

Atividade promovida pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência conscientiza jovens sobre a Lei Maria da Penha

“Vocês já ouviram falar de Agosto Lilás?” –  Essa foi a primeira pergunta da atividade educativa realizada pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Muitos alunos da Escola Presbiteriana João Calvino responderam que não.

O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. O mês de agosto foi escolhido para a mobilização, porque é quando ocorre o aniversário da sanção da Lei Maria da Penha, criada em 7 de agosto de 2006. Em 2026, a Lei Maria da Penha completou 20 anos.

“A Lei Maria da Penha e os direitos das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e de outras formas de violência contra as mulheres” foi a atividade proposta para quatro turmas da unidade escolar.

A assessora da Cosiv, Amália Costa, exibiu uma animação sobre relacionamentos abusivos. O vídeo foi a matéria-prima para as alunas e alunos identificarem as condutas dos personagens. Ao passar o microfone, os adolescentes comentavam situações que identificaram, deste modo, consolidando o estudo de caso com aprendizagem ativa.

A coordenadora de ensino, Gercilene Sousa, apoiou a atividade: “Esse é um tema de grande relevância para o nosso dia a dia, tendo em vista a realidade dos nossos alunos, que são alunos de escola pública e que precisam desse esclarecimento, porque faz parte da vivência deles. Todos os dias, tem sempre alguém vivendo uma situação de violência no seu lar. Então, quando vem essa palestra, ela vem para esclarecer quais são os tipos de violência para que eles possam reconhecer quando não estiver tudo bem”.

Por fim, a professora Isis Melo, da coordenação de Educação e Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Educação (SEE) concatenou as informações com o recorte racial. “Dentro desses dados alarmantes sobre o feminicídio e da violência contra a mulher no geral, nós temos o recorte racial. Estamos lidando com muitas camadas dentro dessa discussão. O Acre lidera o ranking, mas ainda temos que considerar que existe a subnotificação, que é quando a violência existe, mas não existe o boletim de ocorrência, não existe a denúncia, não existe a finalização do processo”, ponderou.

Outras escolas de Rio Branco e Cruzeiro do Sul também foram incluídas no cronograma educativo do programa Conscientização pela Paz em Casa, que também integra a 33ª Semana da Justiça pela Paz em Casa. Ações preventivas formam cidadãos mais conscientes, preparados para identificar as formas de violência e atuar no combate às desigualdades de gênero e raça.

Fotos: Elisson Magalhães/ Secom TJAC

Miriane Teles | Comunicação TJAC

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