Poder Judiciário do Acre reduz número de impressoras em 16,2% e avança nas metas de sustentabilidade

Adoção de ilhas de impressão compartilhadas diminui custos e desperdícios; reunião do PLS também apresentou ações voltadas à descarbonização e à infraestrutura sustentável

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) reduziu em 16,2% o número de impressoras em funcionamento na instituição no último ano. A quantidade de equipamentos caiu de 358 para 300. Em comparação com 2021, a redução chega a 37,6%. Os dados foram apresentados durante a reunião de acompanhamento das ações do Plano de Logística Sustentável (PLS) 2026-2027, realizada de forma remota nesta segunda-feira, 20, sob a supervisão da desembargadora Waldirene Cordeiro, responsável pela Comissão Gestora do PLS.

Na reunião, secretárias e secretários do TJAC apresentaram o andamento das metas de sustentabilidade desenvolvidas em suas áreas. O Judiciário acreano registrou avanços na gestão de resíduos, manutenção da frota, capacitações e ações de sensibilização ambiental. Entre os resultados, destacou-se a política de impressão sustentável.

Uma das principais medidas adotadas foi a substituição das impressoras individuais por “ilhas de impressão” compartilhadas. O modelo centraliza os equipamentos em pontos estratégicos das unidades e permite o uso coletivo por setor. A iniciativa já foi implantada nas comarcas do interior e agora avança nas unidades da capital. A proposta busca incentivar o uso racional dos recursos e reduzir impressões desnecessárias.

A reorganização já apresenta resultados positivos. Além da redução no consumo de papel, a medida diminui o gasto de energia elétrica e água, reduz despesas com toner e manutenção dos equipamentos e contribui para uma rotina de trabalho mais consciente em relação ao uso dos recursos públicos.

Para a supervisora da Comissão Gestora do PLS, Waldirene Cordeiro, a estratégia fortalece a cultura de sustentabilidade dentro da instituição e demonstra o compromisso do Judiciário acreano com a implementação das políticas ambientais. A desembargadora também destacou o empenho das unidades para consolidar o TJAC como referência na promoção de práticas sustentáveis e de um meio ambiente socialmente justo.

Participaram da reunião a secretária de Comunicação Social, Andréa Zílio; a secretária de Infraestrutura, Ana Paula Carrilho; o secretário de Tecnologia da Informação, Elson Correia; a secretária de Gestão de Pessoas, Nassara Nasserala; a subsecretária de Bens e Materiais, Patrícia Betiolo; o subsecretário de Estratégia e Sustentabilidade, Evandro Araújo; a subsecretária de Gestão de Compras, Priscila Luena; a coordenadora de Bem-Estar e Saúde, Dala Nogueira; além de membras e membros da Comissão.

Próximos passos

Durante o encontro, a Comissão discutiu ainda diversas iniciativas previstas no Plano de Logística Sustentável. Uma delas envolve as obras do TJAC. Os novos prédios adotam o sistema construtivo modular, com estrutura de concreto armado e divisórias em drywall. O modelo reduz o desperdício de materiais, diminui a geração de entulho e facilita a instalação de painéis solares e de sistemas de captação de água da chuva.

A reunião abordou, ainda, a substituição dos bebedouros abastecidos por galões por equipamentos industriais conectados diretamente à rede hidráulica. A medida elimina o armazenamento de recipientes plásticos e reduz os custos de operação ao longo do tempo. A padronização do mobiliário das comarcas também integrou a pauta. A adoção de um modelo único busca otimizar custos, ampliar a acessibilidade e aumentar a eficiência operacional, com a utilização de materiais de menor impacto ambiental e maior versatilidade.

Por fim, foi apresentado o andamento do Plano de Descarbonização. Segundo a coordenadora de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental (Cosus), Val Amorim, o documento já teve a redação concluída, assim como o inventário de emissões e o processo de certificação. Atualmente, o plano passa por auditoria da Fundação Getulio Vargas (FGV). A expectativa é de que o Tribunal obtenha o selo Ouro em reconhecimento às boas práticas de compensação das emissões de gases de efeito estufa.

Plano de Logística e Sustentabilidade

Documento que orienta a atuação da Justiça nas ações de preservação e sustentabilidade. Anualmente, seu texto é revisado para manter objetivos, indicadores e metas alinhados ao planejamento estratégico da instituição. Esse instrumento integra a Política de Sustentabilidade do Poder Judiciário, instituída pela Resolução nº 400/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de atender à Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Agenda 2030.

William Klismann Liberato Azevedo | Comunicação TJAC

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