Com objetivo de fortalecer a rede nacional de mulheres atuantes na Justiça Restaurativa, o evento acontece entre 18 a 20 de março, em Salvador, na Bahia
A participação de mulheres nos processos decisórios faz a diferença para a concretização de ações de inclusão e igualdade. Essa foi uma das premissas da 1ª Carta de Mulheres na Justiça Restaurativa (JR), elaborada no ano passado para reconhecer as práticas executadas por mulheres. Para dar continuidade a esse movimento, integrantes do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participam do II Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa, realizado de 18 a 20 de março, em Salvador (BA).
As representantes da Justiça acreana que participam do evento integram o Núcleo Permanente de Justiça Restaurativa do TJAC: a desembargadora Waldirene Cordeiro (supervisora) e a juíza Isabelle Sacramento (coordenadora), além da servidora Mirlene Taumaturgo, do Centro de Justiça Restaurativa (Cejures).
O encontro foi organizado pelo Coletivo Mulheres Criando Juntas, em parceria com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), com o objetivo de fortalecer a rede nacional de mulheres atuantes na Justiça Restaurativa (JR), promovendo espaços de escuta, cuidado, partilha e criação colaborativa de iniciativas na área.
Na programação, estão sendo debatidos temas como liderança feminina, questões de gênero na contemporaneidade, o papel da mulher na JR, mediação vítima-ofensor, além da atuação da Justiça Restaurativa na execução penal e no sistema carcerário.
Além disso, houve a apresentação de boas práticas e, ao final do evento, será elaborada a segunda Carta das Mulheres na Justiça Restaurativa, com compromissos voltados ao avanço dessa forma de promoção de direitos e garantias.
Entre as trocas realizadas pela equipe do TJAC, a desembargadora Waldirene Cordeiro destacou a aproximação entre as participantes como fator que contribui para a superação de desafios e para a continuidade do diálogo sob a perspectiva de gênero. Durante a atividade, a magistrada dialogou com representantes de diversos tribunais, como a juíza federal de São Paulo, Kátia Roncada, que ministrou palestra no 1º Encontro de Justiça Restaurativa do Acre, em outubro de 2025.
Para a servidora Mirlene Taumaturgo, o encontro representa um marco significativo no fortalecimento de práticas mais humanas e transformadoras: “Ao reunir mulheres de diferentes regiões, trajetórias e áreas de atuação, o evento se consolida como um espaço potente de escuta, troca de experiências e construção coletiva de soluções voltadas à promoção da cultura de paz. A importância desse encontro está, sobretudo, na valorização do protagonismo feminino na difusão da justiça restaurativa. Nesse contexto, as mulheres desempenham um papel essencial na mediação de conflitos e na reconstrução de vínculos, trazendo perspectivas sensíveis às questões sociais, emocionais e comunitárias envolvidas.”





Fotos: TJBA e cedidas