Coordenadoria Estadual de Proteção à Mulher dialoga sobre melhoria no atendimento a vítimas com deficiência

Promover a acessibilidade, garantindo que todos, sem discriminação, possam ser atendidos é objetivo do Poder Judiciário acreano

A comunicação é essencial para vivermos em sociedade. Mas, imagine querer falar ou precisar denunciar um crime e não conseguir porque ninguém compreende? Essa angústia foi vivida por uma mulher, que é surda. Ela denunciou uma agressão sofrida no âmbito familiar, contudo encontrou dificuldades para se comunicar, para se fazer escutar.

Com medo de tirarem a filha de 8 anos de idade a mãe procurou auxílio no Judiciário. Agora, ela está com Medida Protetiva em seu favor, mas até conseguir esse suporte passou por momentos de agonia, não só pela injustiça que alega sofrer, como também pela dificuldade de se comunicar.

Infelizmente essa é a realidade de várias pessoas com deficiência que precisam dos serviços públicos. Por isso, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) está atuando para promover a acessibilidade para todos. Inclusive, nesta sexta-feira, 18, a desembargadora Eva Evangelista, escutou a mulher para verificar como aprimorar os serviços prestados.

Responsável pela Coordenadoria Estadual de Proteção à Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (COMSIV) e pelo Comitê da Diversidade, a magistrada conversou com a mulher, com tradução das intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), do Centro de Apoio ao Surdo (CAS). Para a decana da Corte da Justiça acreana passos largos foram dados, todavia, é necessário continuar desenvolvendo ações de inclusão.

“Esse acesso que o Tribunal de Justiça deseja proporcionar a todos que precisam. É dever e obrigação dos setores públicos atender bem à sociedade. Nós, do Judiciário, por meio da Coordenadoria de Proteção à Mulher e da Corregedoria-Geral da Justiça, estamos elaborando um plano de ação para aperfeiçoar esse atendimento”, comentou a desembargadora.

Acessibilidade

As audiências e atendimentos com surdos, realizadas pelo Judiciário, são acompanhadas e traduzidas por intérpretes. Além disso, a Escola do Poder Judiciário (Esjud) ofertou cursos de Libras e desenvolveu atividades voltadas para ampliar a acessibilidade.

No dia 15 de setembro a atual gestão do TJAC assumiu compromisso público com a estruturação dos prédios da Justiça para melhorar sua acessibilidade. Ações que têm objetivo de promover o direito de todas as pessoas, sem nenhuma discriminação.

*Os participantes da reunião cumpriram os protocolos de segurança devido a pandemia, e se mantiveram com o uso de máscara. Apenas a intérprete foi autorizada a retirar no momento da tradução, para que a mulher, que é surda, pudesse acompanhar o diálogo.

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Fonte: Atualizado em 18/09/2020