Esjud participa de evento do Escritório da ONU pela proteção de crianças e adolescentes

Objetivo é apoiar o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente na prevenção de mortes violentas intencionais

A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) participou de um evento liderado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc). A oficina “Vidas Protegidas” fortalece as ações de prevenção e de resposta à violência letal contra crianças e adolescentes no Brasil.

A atividade teve participação do desembargador Luís Camolez, diretor do Órgão de Ensino, e de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, das Polícias, dos Conselhos Tutelares, e das Secretarias de Estado de Segurança Pública, da Saúde, da Educação e dos Direitos Humanos. A agenda foi conduzida em dois turnos na semana passada por Kelly Albuquerque, consultora do Unodc.

Profissionais da equipe multidisciplinar da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Rio Branco também integraram a jornada de aprendizagem, para aperfeiçoar ainda mais o trabalho desenvolvido na unidade judiciária. A violência contra crianças e adolescentes constitui uma das mais graves violações de direitos humanos, com efeitos imediatos e repercussões de longo prazo sobre o desenvolvimento de indivíduos e da sociedade.

“É fundamental porque temos de unir esforços e integrar as ações para atuarmos de forma mais estratégica e eficiente”, disse o desembargador Luís Camolez sobre a agenda, que aconteceu no Auditório do Órgão de Ensino.

O diretor da Esjud também assinalou que os(as) juízes/juízas precisam sair do gabinetes e ir ao encontro das pessoas, para que possam conhecer de perto os problemas que surgem na sociedade.

Objetivo e Oficina

O projeto tem por objetivo apoiar o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente na prevenção de mortes violentas intencionais e no aprimoramento do atendimento a vítimas diretas e indiretas dessa violência.

Kelly Albuquerque explicou que a proposta do encontro seria a produção e a sistematização de dados para formular respostas efetivas que exigem diagnósticos qualificados. Esses dados poderão ser utilizados para a ação pública.

Outros objetivos da oficina foram o mapeamento das principais bases de dados disponíveis em nível nacional e local, indicando potencialidades e limites; a priorização de territórios críticos e a definição de respostas baseadas em evidências, que permitam compreender padrões, tendências e vulnerabilidades associadas à letalidade de crianças e adolescentes.

 

Marcos Alexandre/Esjud | Comunicação TJAC