Evento impulsiona reflexões sobre trajetórias de profissionais que conquistaram espaços de liderança e sobre o fortalecimento da representatividade feminina
A desembargadora Denise Bonfim é a única mulher a presidir a Câmara Criminal na história do Acre. Em razão disso, ela, juntamente com a juíza auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) Zenice Cardozo estão participando do congresso Elas no Direito: Liderança Feminina e Equidade no Judiciário, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR).
A segunda edição do evento discute os desafios enfrentados em posições de liderança, visando promover e incentivar a inclusão e a equidade de gênero no Poder Judiciário. A conferência reuniu personalidades femininas nacionais, destacando sua representação e protagonismo no Judiciário. A mesa diretiva do evento foi composta exclusivamente por mulheres que desempenham ou tiveram um papel de destaque e liderança no Poder Judiciário.
Na solenidade de abertura, a presidente do TJPR, desembargadora Lidia Maejima, ponderou sobre fatores históricos e culturais. “Este evento é um marco de celebração e da necessidade continuada de construção do Judiciário cada vez mais representativo da iminente força feminina”, afirmou a desembargadora. “Acredito firmemente que precisamos criar enredos institucionais que reconheçam e valorizem as competências, pois só assim promoveremos uma cultura organizacional verdadeiramente inclusiva e um Poder Judiciário plenamente pautado na dignidade”, concluiu ela.
O primeiro dia da programação iniciou com o painel “Mulheres que Transformam: Histórias de Conquistas e Inspiração”, que contou com a exposição da ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edilene Lôbo. Durante sua participação, a ministra falou sobre a igualdade racial e de gênero no âmbito Judiciário. “Esse evento permite verificar que é perfeitamente possível nós compormos, todos os dias, mesas em que as mulheres estejam contempladas como elas merecem, e como esse grande documento jurídico-político, chamado Constituição, prometeu para a sociedade brasileira”, afirmou.
Apesar dos avanços conquistados, a presença feminina na Justiça brasileira ainda é reduzida, com menos de 20% das cadeiras nas instâncias superiores ocupadas por mulheres. Portanto, é evidente a necessidade da concretude de uma política de equidade de gênero na Justiça.




Fotos cedidas.