A ação permite que mulheres privadas de liberdade trabalhem com jardinagem, produzam peças artesanais e voltem a sonhar com um futuro que inclua um ofício e geração de renda
O Produzindo a Liberdade é uma iniciativa transformadora desenvolvida pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Voltada a mulheres privadas de liberdade, a ação proporciona capacitação e orientação técnica para a confecção de produtos artesanais, como tapetes e acessórios de cozinha, além de atividades de jardinagem.
As mudas e peças produzidas pelas reeducandas são expostas e comercializadas em feiras e eventos locais. Os valores arrecadados são utilizados na aquisição de novos insumos, como linhas, fios de algodão, barbantes e agulhas.




Durante o evento Caravana Sebrae Delas, realizado nesta segunda-feira, dia 6, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AC), as peças produzidas pelas participantes do projeto foram expostas na feira de artesanato que ocorreu no hall do Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac).
A diretora da unidade prisional, Jamília Sousa, afirmou que a iniciativa é importante também pelo fato de que as reeducandas, além de aprenderem um ofício, ocupam a mente. “Além da remição — pois a cada três dias trabalhados é reduzido um dia da pena — o projeto também ajuda a passar o tempo, evitando que fiquem apenas pensando na família que está fora”, disse.
Já a juíza auxiliar da Presidência e coordenadora das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), Louise Santana, destacou a importância social da ação: “Elas estão adquirindo um ofício e capacitação técnica, o que é de suma importância para a ressocialização e o retorno ao lar. É um momento de fortalecer a esperança de quem almeja uma segunda chance”. Ao adquirir algumas peças, a juíza também elogiou a qualidade e o capricho na confecção dos itens.
Para uma das participantes, o projeto contribui não apenas para a remição da pena, mas também para o conhecimento técnico adquirido. “O crochê já faz parte da minha vida e pretendo me aperfeiçoar ainda mais quando sair. Meu sonho é ter meu ateliê e trabalhar com moda evangélica produzida em crochê”, afirmou.
O projeto, além de incentivar a criatividade e o aprendizado, permite a essas mulheres a possibilidade de voltarem a sonhar com um futuro diferente, com trabalho e renda.






Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC