Poder Judiciário consegue doação de computadores para o ISE/Alto Acre

O ensino proporciona condições para a integração social  e capacita os jovens para escolhas mais conscientes

Nesta quarta-feira, dia 4, ocorreu a inauguração da sala de informática do Instituto Socioeducativo (ISE) da regional Alto Acre, sediado em Brasileia. O ambiente profissionalizante é resultado da articulação do Poder Judiciário visando a ressocialização dos adolescentes e jovens em situação de conflito com a lei.

O juiz Gustavo Sirena, titular da Comarca de Brasileia, conta que sua unidade estava atenta à vulnerabilidade social que afeta os socioeducandos daquela localidade. Deste modo, a Corregedoria-Geral da Justiça empreendeu uma mobilização com as instituições parceiras visando alcançar soluções que fossem de encontro às perspectivas sonhadas para essa realidade.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) cedeu 10 computadores e 20 móveis (carteiras – modelo escolar) ao ISE. A doação representa a contribuição deste para o futuro desse público, pois trata-se de pessoas que precisam de novas oportunidades diversas daquelas que os levaram a medida de socioeducação.

Na solenidade, o magistrado enfatizou que educação e a profissionalização são ações transformadoras, portanto acredita que o desenvolvimento de competências produtivas e a reinserção no mercado de trabalho é uma das formas de garantir direitos.

“A profissionalização é um direito tutelado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Constituição Federal está claro que cabe esse dever cabe à todos: a família, a sociedade e ao Estado. Então, podemos ver muitas mão unidas para que isso possa se concretizar”, concluiu.

  Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

 

Miriane Teles | Comunicação TJAC