CIJ promove ação do Projeto Colo de Amor com participação de voluntários

Constituição Federal e Estatuto da Criança e do Adolescente garantem a toda criança o direito a uma família; dezenas delas, no entanto, encontram-se abrigadas em Rio Branco

A Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) promoveu a atividade nesta quarta-feira, 1° de setembro, no Educandário Santa Margarida, que enfrenta superlotação de crianças abrigadas durante a pandemia.

A ação ocorreu sob coordenação da desembargadora Regina Ferrari, titular da CIJ, com a participação das juízas de Direito Louise Santana (Comarca de Capixaba) e Isabelle Torturella (Juizado Especial da Fazenda Pública).

Também participaram a vice-prefeita de Rio Branco e secretária municipal de Justiça e Direitos Humanos, Marfisa Galvão, justamente com equipe, além da voluntária Regiane Ferrari, irmã da desembargadora titular da CIJ, e servidores do Poder Judiciário acreano.

O Projeto Colo de Amor consiste basicamente em proporcionar contato humano voluntário e, assim, um pouco de amor fraterno, atenção e carinho às crianças abrigadas, levando-se em conta que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade e privadas do convívio familiar necessário para o desenvolvimento saudável durante a chamada primeira infância.

“Não custa nada, porque amor não custa nada. E é exatamente o que nós vamos fazer. Acarinhar as crianças, pegá-las no colo, dar-lhes afeto, atenção nesses momentos de tanta negligência e abandono, crianças que, em verdade, estão sem voz e sem ver. As crianças são nossas sementes de esperança e paz, de um mundo mais civilizado. Investindo nelas, estaremos transformando o mundo”, explicou a desembargadora Regina Ferrari, a respeito da ação institucional.

“Vejo no projeto Colo de Amor uma linda oportunidade de dar afeto, retribuir carinho e atenção, e minimizar as angústias dos nossos pequenininhos que estão abrigados. De outro lado, deixo registrado nosso reconhecimento ao valoroso trabalho da equipe técnica das instituições de acolhimento”, comentou, por sua vez, a juíza de Direito Louise Santana.

É pacífico entre psicólogos e estudiosos do comportamento humano que o período, que vai até os 6 anos, é de fundamental importância na formação de estruturas cerebrais e também na personalidade futura dos indivíduos. De igual forma, é largamente difundido na literatura que crianças que passam por experiências traumáticas na primeira infância têm mais chances de se tornarem adultos com transtornos de ansiedade, o que demonstra o impacto social do problema.

A Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) preveem e garantem a toda criança o direito a uma família, ainda que, se necessário, substituta.

Para conhecer mais sobre o Projeto Colo de Amor e outras ações da Coordenadoria da Infância e da Juventude, visite a página da CIJ: https://www.tjac.jus.br/infancia-e-juventude/

 

Márcio Bleiner | Comunicação TJAC