Missão Chandless: atendimentos e cidadania para comunidade

Na última sexta-feira, 28, uma comitiva com profissionais das diferentes esferas do poder desembarcou na reserva ambiental

Uma ação humanitária consiste na oferta de assistência para garantir os direitos humanos básicos. Deste modo, as equipes envolvidas na Missão Chandless percorreram 246 quilômetros para ir de encontro a 16 famílias (76 pessoas no total), que residem na unidade de conservação, localizada entre os municípios Manoel Urbano, Sena Madureira e Santa Rosa do Purus.

O esforço foi recompensado com resultados: a comunidade foi vacinada, foram entregues placas solares para geração de energia elétrica, cestas básicas e doações de roupas, bem como ocorreram atendimentos de saúde, jurídicos e sociais.

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) firmou Termo de Cooperação com o Poder Executivo para a realização de uma edição do Projeto Cidadão na localidade, solidificando o compromisso do Poder Judiciário com a promoção de cidadania e desenvolvimento do Estado.

 

Com efeito, o Projeto Cidadão desenvolve atividades inclusivas em todo o território acreano há mais de 25 anos, rompendo com barreiras geográficas para proporcionar o acesso à Justiça a comunidades mais distantes. Logo, foram levantadas informações sobre as necessidades locais, ouvindo os moradores, para que a oferta de serviços atenda e garanta seus direitos.

Nesse momento inicial, a Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) somou-se nessa frente de trabalho, realizando rodas de conversas com homens e mulheres para democratizar informações sobre prevenção e enfrentamento à violência.

Outro momento marcante foi o diálogo orientado pela juíza de Direito Andrea Brito. Muitas dúvidas foram sanadas quando foi abordado o tema convivência pacífica. Todavia, os ribeirinhos e extrativistas tiveram a liberdade de questionar sobre outros assuntos relacionados a implicações da lei.

 

Portanto, a Missão Chandless reuniu o esforço de várias secretarias e entidades, que compreenderam a dificuldade de acesso aos serviços públicos, especialmente por grupos tradicionais, que no Parque Chandless estão envolvidos por 690 mil hectares de floresta amazônica.

Assessoria | Comunicação TJAC