Comitiva do Judiciário acreano participou da 21ª edição do Conip Judiciário e Órgãos de Controle 2026
O Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC) participou, nos dias 2 e 3 de setembro, em Brasília, da 21ª edição do Conip Judiciário e Órgãos de Controle 2026, evento que reuniu representantes de instituições públicas, especialistas e profissionais das áreas de tecnologia e inovação para compartilhar experiências e debater os caminhos da transformação digital no sistema de Justiça.
A comitiva do TJAC, composta pelo juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado; pela juíza de Direito, Joelma Ribeiro Nogueira; pelo assessor de Transformação e Inovação e coordenador do Inova Lab, Bono Maia; e pelo chefe da Divisão de Desenvolvimento e Manutenção e Sustentação de Inteligência Artificial e RPA (DIDIA), da Secretaria de Tecnologia da Informação (SETIC), Salomão Mafalda, apresentou o Humanize IA, ferramenta desenvolvida pelo TJAC para aplicar inteligência artificial à pesquisa e utilização da jurisprudência do Sistema Interamericano de Direitos Humanos.
Na ocasião, a ferramenta ganhou destaque em diferentes momentos da programação do Conip Jud 2026. Uma delas foi menção relevante durante o painel “O Programa Conecta: transformando inovações locais em soluções nacionais”, conduzido pelo juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Henrique Paiva e pelo desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) e coordenador do Conecta Pedro Felipe de Oliveira Santos.

Para o juiz auxiliar da Presidência do TJAC, Giordane Dourado, a referência ao Humanize IA no contexto de um debate dedicado à transformação de iniciativas locais em soluções de alcance nacional evidenciou a projeção alcançada pela ferramenta desenvolvida pelo Judiciário acreano e sua inserção nas discussões sobre inovação e disseminação de soluções tecnológicas no Poder Judiciário.
“A participação integrou a estratégia institucional do TJAC de acompanhar boas práticas e tendências relacionadas à inovação, inteligência artificial e transformação digital, além de promover intercâmbio com outros tribunais e órgãos do sistema de Justiça e identificar oportunidades de cooperação e aprimoramento das soluções desenvolvidas pelo Judiciário acreano”, disse.
No evento, o magistrado acreano apresentou o painel com a temática: “IA aplicada à qualidade da decisão judicial, à segurança jurídica e à proteção dos direitos fundamentais: a experiência pioneira do Humanize IA”. Ele também anunciou que foram iniciadas tratativas com o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para analisar a viabilidade de integração do Humanize IA ao Eproc Nacional.
Segundo ele, a solução propõe uma nova lógica de acesso aos precedentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
“A partir da descrição de um caso concreto, a ferramenta utiliza recursos de inteligência artificial para identificar precedentes e entendimentos relacionados à situação apresentada, aproximando a jurisprudência interamericana da atividade jurisdicional cotidiana. Já sobre a articulação abre uma nova frente de avaliação da interoperabilidade e expansão da ferramenta, permitindo estudar tecnicamente a possibilidade de disponibilização de seus recursos no âmbito do Eproc Nacional”, explicou.
Além dos momentos relacionados ao Humanize IA, a comitiva acompanhou painéis, debates e apresentações de experiências desenvolvidas por outras instituições, especialmente nas áreas de inteligência artificial, transformação digital, gestão da inovação e modernização do Judiciário.


Fotos: cedidas