Três práticas do TJAC concorrem nesta 23ª edição e o resultado será anunciado em uma cerimônia no mês de dezembro
As equipes do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) apresentaram na manhã desta quarta-feira, 8, três iniciativas que estão inscritas no Prêmio Innovare. O encontro cumpriu o objetivo de fornecer informações que constarão no relatório utilizado para a apreciação pela banca examinadora.
O diálogo se iniciou no Palácio da Justiça. O juiz auxiliar da Presidência Giordane Dourado discorreu sobre o Humanize IA, o qual integra o programa Humanize. A ferramenta auxilia as magistradas e magistrados a encontrar precedentes e opiniões consultivas, contudo indo além de um simples buscador, pois lista os resultados em um ranking de pertinência.
Um dos requisitos de verificação do prêmio é justamente se a prática é institucionalizada e isso está atendido, uma vez que se trata de uma política estratégica do TJAC, instituída por meio da Resolução n.° 361/2026. Inclusive, a solução tecnológica foi apresentada recentemente na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Por fim, outro destaque está na pactuação interinstitucional, onde o resultado foi a criação da rede estadual de promoção e defesa dos direitos humanos no Acre. Saiba mais.



Em seguida, a juíza auxiliar da Presidência Zenice Mota discorreu sobre o projeto “História, Memória e Transformação Social”. Com dois anos de funcionamento, o programa oferta estágios para mulheres que estão cumprindo pena no regime aberto ou semiaberto para trabalharem com a organização de arquivos.
A rotina de aprendizado da gestão documental envolve as participantes nas atividades de preparar os documentos para digitalização, escanear e depois a fragmentação para o correto descarte. Tarefas que unem a ressocialização com sustentabilidade e valorização da memória. Mais de uma tonelada de papel foi destinada a cooperativa Catar, desses arquivos que saíram das estantes e, finalmente, concluíram sua tabela de temporalidade.



O terceiro projeto inscrito é o Plantando o Futuro, destinado a atender o desafio de transformar uma obrigação ambiental em uma política pública permanente. Até o momento, houve plantio de mudas em três locais, sendo: o Bosque da Justiça, na margem do Igarapé Amaro e na Área de Preservação Permanente, cedida pela prefeitura de Rio Branco, situada na Alameda Pirarucu.
O secretário-geral do TJAC, Júnior Martins, enfatizou que mais do que compensar carbono, o plantio gera a multiplicação de espécies nativas da Amazônia acreana, proteção da biodiversidade próxima ao igarapé e combate ao desmatamento. Saiba mais.
A agenda se encerrou com a entrega da cartilha, camiseta do projeto para o consultor Rochilmer Rocha e visita as áreas que houve plantio.




Fotos: Wellington Vidal, estagiário sob supervisão Secom TJAC