Atividade visa ao desenvolvimento dos gestores das unidades judiciais e administrativas, e ao aprimoramento do trabalho e da produtividade
A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) capacitou na quarta-feira, 13, e nessa quinta-feira, 14, dezenas de profissionais da Justiça com o curso “Teletrabalho – Gestão de Equipes Híbridas: Práticas e ferramentas”. A ação educacional justifica-se porque a adoção desse modelo de trabalho, que combina atividades presenciais e remotas, tem se consolidado como uma realidade no serviço público, exigindo dos gestores novas competências para liderar equipes de forma estratégica e eficaz.
Servidoras e servidores da Comarca de Rio Branco e do interior do Estado (neste caso via Google Meet) participaram da agenda, conduzida pelo professor Mauro Saraiva, servidor do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas.
Titular da Subsecretaria de Arrecadação e Custos do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), Robert Marinho destacou a contribuição da capacitação para o dia a dia da Instituição. “Ampliou o horizonte, porque passamos a compreender que o programa (de teletrabalho) afeta diretamente as rotinas de produção e aponta o tamanho da nossa responsabilidade. Se não nos prepararmos de forma adequada, esse impacto será negativo. Então, para ser algo positivo, temos de otimizar a gestão das unidades e, principalmente, dessas pessoas, para que mesmo estando longe, contribuam com suas potencialidades”, disse, ao elogiar a formação da Esjud.




Objetivo e importância
O objetivo foi viabilizar a capacitação para o desenvolvimento dos gestores das unidades e das chefias imediatas, visando ao aprimoramento da supervisão das equipes de trabalho e da produtividade. Também acompanhar o ofício dos(as) que cumprem o regime de teletrabalho, monitorar o cumprimento das metas estabelecidas e avaliar a qualidade do serviço apresentado.
A atividade atende o requisito de certificação de curso de habilitação em teletrabalho das chefias imediatas, previsto na Resolução nº 32/2017 do Conselho da Justiça Estadual (Cojus).
A aula
Mauro Saraiva apresentou os conceitos de trabalho remoto, presencial e híbrido. Abordou as transformações por que passa o mundo, as quais exigem novas demandas de liderança pautadas em confiança, flexibilidade e clareza.
Enfatizou, em diversos momentos, que o teletrabalho não é um direito subjetivo de quem pleiteia ou uma obrigação, mas um ato facultativo da administração das instituições, ou seja, deve ser norteado pelo interesse público, levando em conta a conveniência e a oportunidade de cada organização.
Mestre em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas, apontou como uma das estratégias a observação permanente do trabalho, para que haja um equilíbrio entre metas, produtividade e resultados, mas sem perder de vista a saúde e a qualidade de vida dos(as) servidores(as). No caso dessa modalidade, defendeu o acompanhamento contínuo, com check-ins, reuniões de progresso, feedbacks curtos; e o uso das ferramentas visuais de gestão (ambientes em nuvem, agendas compartilhadas, entre outras). Aplicou dinâmicas em grupos sobre a temática, sobretudo com o intuito de debater soluções para as problemáticas que emergem no cotidiano do TJAC.
O professor explicou as diferenças entre comunicação síncrona e assíncrona, quando e como utilizá-las; e como as novas tecnologias e a Inteligência Artificial têm transformado a gestão de equipes. E também frisou que é indispensável um plano de trabalho efetivo, elaborado não apenas por quem trabalhará de forma remota, mas em conjunto com o(a) gestor(a), considerando prioritariamente a realidade e as necessidades de cada setor.
Autor do livro “Trabalho Remoto no Judiciário Brasileiro: Guia para Implantação e Gestão na Administração Pública”, o qual foi presenteado para os(as) cursistas que venceram os quizzes, assinalou a liderança situacional aplicada ao trabalho presencial, remoto e híbrido. E explicitou a importância do autocuidado e do cuidado com o próximo, da escuta ativa, da empatia e do reconhecimento como práticas cotidianas de liderança.






