Crianças e adolescentes, afastados do lar por medidas judiciais, são alcançados com atividades educativas

“Arte do Ser” é o nome do projeto da Coordenadoria da Infância e Juventude que tem mobilizado voluntários para contribuírem nas casas de acolhimento

As aulas de violão no Educandário Santa Margarida começaram timidamente com dois alunos. Todas as quartas-feiras, os acordes passaram a ritmar os fins de tarde da casa de acolhimento institucional.

Aos poucos mais crianças foram se interessando pela atividade. O capitão Julimar Oliveira, servidor do TJAC e voluntário do projeto “Arte do Ser” da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), conta que na última semana havia seis alunos envolvidos na aprendizagem com a musicalização.

Além das aulas de violão no Educandário, a Casa Sol Nascente, Lar Ester e Casa Drª Maria Tapajós também recebem outras iniciativas: intervenções culturais por meio da parceria com a Fundação Garibaldi Brasil, Projeto Nós, Proerd, oficinas de fuxico, crochê e pintura.

A desembargadora Regina Ferrari, coordenadora da Infância e Juventude, enaltece o valor do trabalho voluntário para o bem-estar das crianças e adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade. “Cada aula, cada ação torna esses espaços mais acolhedores, com mais alegria, esperança e oportunidades. A Coordenadoria da Infância e Juventude faz o convite a todos que queiram colaborar ou se tornar madrinha ou padrinho de uma criança ou adolescente em acolhimento para se somar ao projeto ‘Arte de Ser’”, ressalta.

 

O projeto 

Devido as poucas opções de lazer e atividades educacionais dentro do ambiente das instituições de acolhimento de Rio Branco, o projeto foi criado tendo como premissa basilar o fato de que a concentração, disciplina e criatividade são alguns dos resultados obtidos quando o lado artístico é instigado e desenvolvido. Assim, o desenvolvimento escolar, emocional e até o convívio social podem ser afetados de forma positiva.

O “Arte do Ser” é também uma extensão da sala de aula. As diferentes frentes de trabalhos ajudam na compreensão e reflexão acerca de algumas questões sociais, valorização pessoal, autonomia, relacionamentos, ao passo que fomenta a confiança em si próprios.

Assim, ao unir arte  com educação as crianças e jovens têm novas possibilidades de desenvolvimento pessoal, além de ser uma ferramenta para aprimorar a cultura dos participantes.

Miriane Teles | Comunicação TJAC