Biblioteca Compartilhada estimula hábito da leitura e preservação do meio ambiente

Magistrados, servidores do Poder Judiciário Acreano e cidadãos tanto poderão doar como retirar livros dos pontos de coleta sem necessidade de cadastro.

A presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargadora Denise Bonfim, e a corregedora-geral da Justiça e coordenadora do Núcleo Socioambiental Permanente do Poder Judiciário Acreano (Nusap), desembargadora Waldirene Cordeiro, lançaram, na manhã desta terça-feira (24), no Fórum dos Juizados Especiais Cíveis, em Rio Branco, a Biblioteca Compartilhada.

Idealizado pela desembargadora-coordenadora do Nusap, com apoio da Presidência do TJAC, o projeto, além de estimular o hábito da leitura, visa evitar o descarte de livros no meio ambiente. Com isso, integrantes do Judiciário Acreano e a população que busca o atendimento da Justiça poderão doar e retirar livros dos pontos de coleta, sem necessidade de cadastro.

Durante o ato de lançamento da ação, a presidente do TJAC fez questão de destacar a importância da iniciativa, enfatizando ser “de estrito cunho educativo, digna de incansáveis aplausos, já que abre um leque de oportunidades para a difusão do conhecimento”. Ao final, a desembargadora Denise Bonfim parabenizou a coordenadora do Nusap e, em nome da natureza, agradeceu pela ideia.

Ao apresentar o projeto, a corregedora-geral Waldirene Cordeiro falou sobre a dupla finalidade da ação: “primeiro conscientizar sobre os impactos à natureza provocados pelo descarte incorreto dos livros, como se fossem lixo. Segundo, e principalmente, chamar atenção para importância do livro e o direito à leitura, como bem cultura essencial à formação cidadã e ao desenvolvimento humano”.

Para o evento, compuseram o dispositivo de honra, além da desembargadora-presidente do TJAC e da corregedora-geral da Justiça, a procuradora do município de Rio Branco, Raquel Eline, representando a prefeitura da capital; o presidente da Comissão de Ensino Jurídico, advogado Fábio Santana, representando a OAB/AC; a defensora pública, em exercício, Simone Santiago; o presidente da Associação dos Magistrados do Acre, juiz Luís Camolez, o juiz-auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Cloves Ferreira, e o juiz de Direito Giordane Dourado, titular do 3º Juizado Cível da Comarca de Rio Branco.

 

Cidadão leitor

A leitura é fundamental para o desenvolvimento das habilidades de comunicação tanto escrita como oralidade, estimula a imaginação, desperta senso crítico. Contudo, como alertou a corregedora-geral Waldirene Cordeiro, “a pesquisa ‘Retratos da Leitura no Brasil’, de 2016, mostra que 44% da população não lê. E a mesma pesquisa aponta que as regiões Nordeste e Norte são as que possuem pior índice de leitura no país”.

Por isso, projetos como Biblioteca Compartilhada são caminhos para contornar esse déficit. “Em um país com uma carência tão grande de cultura, são iniciativas assim que ajudam a melhorar a sociedade. Afinal é melhor um livro na mão do que uma arma”, afirmou o advogado Hélio Montilha Júnior, que estava folheando as obras doadas.

O presidente da Associação dos Magistrados do Acre (ASMAC), juiz de Direito Luís Camolez, ressaltou que o projeto contribui na formação dos cidadãos. “Essa ação é de extrema importância, por estimular a leitura e compartilhamento de conhecimento. O homem se faz a partir da leitura, por isso frequentamos as escolas, as universidades. Sem o conhecimento o homem não é nada e o conhecimento só vem através da leitura”, ponderou o magistrado.

Todos podem participar

Para participar do projeto, basta procurar os pontos com as prateleiras e as caixas de coleta e retirar a obra de interesse. Os locais são: os fóruns da Cidade da Justiça, Fórum Criminal e Fórum dos Juizados Especiais, Fórum Barão do Rio Branco e a sede do TJAC.

Não é obrigatório deixar um livro para poder retirar alguma obra, mas para que haja sempre material disponível é importante o envolvimento no ato de doar. Além disso, não será exigida inscrição ou pagamento, o leitor só precisar buscar um dos pontos de coleta para doar e retirar material.

Maria Celeste Rufino, que estava aguardando o marido sair de uma audiência, ficou contente ao saber que poderia levar obras para ler. “É muito legal isso. Podemos ler nesse tempo que estamos aqui esperando e ainda posso levar algum livro para casa”, comentou a cidadã.

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Fonte: Atualizado em 24/04/2018