Ação da Comarca de Feijó beneficia 120 alunos de comunidades indígenas e zona rural

Graças à ação do Poder Judiciário do Acre, por meio do Fundo das Penas Pecuniárias (FPP) da Comarca de Feijó, 120 alunos do projeto Jovem Cidadão – a maioria de comunidades indígenas e da zona rural -, foram beneficiados com cursos de informática básica e violão. Eles também aprenderam a fazer produtos de limpeza (sabão, desinfetante).

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Estabelecida por meio de parceria com o projeto Instituto Feijó-Acre (IFA), uma organização sem fins lucrativos, a iniciativa culminou com a solenidade de formação da turma realizada nesta semana, na Câmara Municipal. Houve apresentação de danças indígenas no evento e apresentação dos jovens que aprenderam a tocar violão.

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A maior parte dos certificados foi destinada a alunos do Seringal Bela Vista no Rio Paraná do Ouro, da Aldeia Formoso e da Nova Olinda. Muitos dos jovens tiveram de superar a distância de até três dias de viagem a barco para realizar o sonho de se qualificar profissionalmente.

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Titular da Vara Criminal da Comarca de Feijó, a juíza Cibelle Nunes destacou a contribuição desse trabalho de justiça social. “Hoje é um momento histórico na vida dessas pessoas que concluíram esses cursos, os quais irão certamente favorecer o seu crescimento profissional. É muito gratificante saber que o Poder Judiciário está contribuindo, através de recursos financeiros oriundos do Fundo das Penas Pecuniárias, com a capacitação de pessoas oriundas de comunidades indígenas e de zonas rurais distantes a vários dias de barco”, afirmou.

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O projeto foi escolhido no final do ano de 2014 para ser contemplado com o repasse do FPP. Para o presidente do IFA, Antonio Dourado, “só resta agradecer ao Judiciário Acreano, que possibilitou através desta parceria realizarmos mais este feito incrível que para muitos desses jovens é uma oportunidade única de abrir caminhos para realizar seus sonhos e objetivos”.

O aluno Benedito-Tuê, da terra indígena Curralinho, falou sobre a oportunidade. “Foi uma conquista muito grande, pois se é difícil pra quem mora aqui na cidade pagar um curso, imagina pra gente que mora tão longe. Foi muito gratificante porque aprendemos bastante. Muitos de nós tiveram contato pela primeira vez com um computador e agora iremos levar e repassar o que aprendemos para nossa comunidade”.

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Fonte: Atualizado em 23/03/2015