Acre sedia maior evento de Juizados Especiais do país e destaca perspectiva transnacional

O tema da edição sediada no Acre é Juizados Especiais: Justiça e Pertencimento Sem Fronteiras

Durante a coletiva concedida nesta terça-feira, 26, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Laudivon Nogueira, juntamente com a Comissão Organizadora do 57º Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje), anteciparam informações acerca da programação do evento que começa nesta quarta-feira, 27, no Teatro Universitário da Universidade Federal do Acre.

O presidente do TJAC informou que a palestra magna de abertura ficará a cargo do juiz Tiago Gagliano. “O Fonaje reúne juízas e juízes que atuam nos Juizados Especiais de todo o Brasil, por isso ele tem uma importância singular: a partir dos debates realizados nesses encontros, são extraídos enunciados que se tornam práticas a serem adotadas em todos os estados do país”, assinalou o desembargador Laudivon.

Na oportunidade, os jornalistas tiraram as dúvidas e registraram questões sobre as pautas a serem debatidas. Um dos destaques foi o fato de que faltando um mês antes do evento, o 57º Fonaje já estava com inscrições completas, desta forma, sendo nítida a grande expectativa do público sobre a agenda. “Queremos que as pessoas saiam confiantes de que foi um fórum com ganhos profissionais, aprendizado, rede de experiências, conhecimento, além de conhecer o Acre e o valor da nossa terra”, acrescentou Nogueira.

Em consonância, o juiz auxiliar da Presidência do TJAC, Giordane Dourado, ressaltou a relevância de atrair um dos maiores eventos jurídicos do Brasil para o Acre: “A Presidência teve muita determinação em sediar o Fonaje, e, para o Acre, essa oportunidade é um orgulho, porque em 30 anos de Fonaje é a primeira vez que ele terá uma perspectiva transnacional”. Nesse sentido, o magistrado referenciou à integração de juristas bolivianos e peruanos ao fórum.

No encerramento, a vice-presidente, desembargadora Regina Ferrari, enfatizou o propósito de promover a justiça e o aprimoramento da prestação jurisdicional. “A Corte Intereramericana de Direitos Humanos, em uma de suas opiniões consultivas, estabeleceu o dever de cuidado como um direito humano autônomo do cidadão. O Poder Judiciário ele cuida de pessoas, ele trata dos conflitos. Então, todos nós queremos engajar as magistradas e magistrados para conscientizá-los cada vez mais sobre este dever. A missão do Poder Judiciário enquanto pacificadores e cuidadores dos nossos cidadãos”, declarou.

Saiba mais: acesse a Página do Fonaje

 

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Miriane Braga Teles | Comunicação TJAC