TJAC investe em formação para ampliar eficiência na utilização do eproc

Capacitação foi realizada por meio da Escola do Poder Judiciário (Esjud) para magistrados e servidores do 1º Grau e do 2º Grau

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) segue avançando no processo de modernização da prestação jurisdicional com investimentos em tecnologia, inovação e capacitação de magistradas, magistrados, servidoras e servidores. Como parte desse trabalho, foi realizado, nesta semana, o curso “Noções Básicas e Gestão de Processos no eproc” para fortalecer a utilização do sistema eletrônico no âmbito do Judiciário acreano. O curso, realizado virtualmente, foi promovido por meio da Escola do Poder Judiciário (Esjud). Nos dias 18 e 19, a atividade foi direcionada ao público do 1º Grau e, nos dias 21 e 22, para o público do 2º Grau.

O sistema eproc é considerado um dos projetos mais importantes de transformação digital do TJAC. O objetivo é preparar magistrados e equipes técnicas para a correta utilização das funcionalidades da plataforma, assegurando maior eficiência e padronização de procedimentos para a prestação jurisdicional. O TJRS é o tribunal referência na utilização do eproc.

 

O treinamento da primeira turma foi conduzido por especialistas do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). Entre os formadores estiveram o juiz de Direito André Luís de Aguiar Tesheiner, atualmente juiz auxiliar da Presidência do TJRS para assuntos de Tecnologia e Inovação; a juíza de Direito Taíse Velasquez Lopes, instrutora do Curso de Capacitação em eproc; e a servidora Priscilla Rodrigues da Silveira, coordenadora de Correição Judicial da Corregedoria-Geral da Justiça do TJRS.

Com carga horária de seis horas-aula, o curso abordou conteúdos voltados à gestão das unidades judiciais e à utilização prática das ferramentas do eproc no 1º Grau de jurisdição. Entre os temas apresentados estiveram a gestão de gabinete sob uma nova abordagem de trabalho, organização de processos por localizadores, movimentação processual, uso de minutas, modelos e textos-padrão, além de cuidados relacionados ao sigilo de processos e documentos.

A programação também enfatizou conceitos importantes para a mudança da cultura organizacional no ambiente digital, demonstrando como a utilização adequada do sistema pode impactar diretamente na produtividade das unidades jurisdicionais e na qualidade do atendimento prestado à sociedade.

 

Segunda turma

A segunda turma teve como formadores Guilherme Augusto de Souza, assessor na Assessoria de Inovação e Tecnologia da Presidência do TJRS e instrutor do Sistema eproc2G no TJRS; e Calebe Reis Güths, técnico do Poder Judiciário no TJRS e também instrutor do Sistema eproc2G no TJRS.

Com carga horária de 18horas-aula, o curso nesses dois dias aconteceu virtualmente e o segundo encontro será presencial nos dias 9 e 10 de junho. Na oportunidade, foram abordados sobre os cuidados e boas práticas do sigilo dos processos e documentos. Movimentação processual, minutas e a relevância dos agendamentos, padronização de modelos e texto-padrão e etapas sequenciais para as sessões de julgamento.

Além de otimizar rotinas internas, a utilização do sistema contribui para a redução de retrabalho, mitigação de riscos operacionais e fortalecimento da governança administrativa e tecnológica. A formação adequada das equipes também é considerada essencial para assegurar estabilidade e segurança durante a implementação das novas ferramentas digitais.

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Nonato Maia, destacou que todo processo de mudança gera apreensão, especialmente diante da implantação de um novo sistema, mas ressaltou a importância da compreensão e da adaptação nesse momento de transformação.

“Estávamos acostumados a trabalhar em um ambiente e agora estamos vivenciando uma nova realidade, que certamente trará melhorias para o nosso trabalho. É um processo de aprendizado que refletirá em mais eficiência e qualidade em um futuro próximo”, afirmou. O desembargador também agradeceu à equipe do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul pela parceria e pela troca de experiências durante a implantação do sistema.

A coordenadora-geral de Implantação do eproc no Poder Judiciário acreano, juíza de Direito Louise Santana enfatizou que, nos últimos anos, o Tribunal de Justiça do Acre tem se destacado nacionalmente pelo avanço tecnológico e pela busca contínua por soluções inovadoras voltadas ao aprimoramento da prestação jurisdicional.

“O processo de implantação do eproc foi conduzido de forma planejada e estruturada, consolidando o TJAC como referência para outros tribunais brasileiros que também passam por processos de modernização. A formação adequada das equipes também é considerada essencial para assegurar estabilidade nessa nova ferramenta, pois otimiza rotinas internas, redução de retrabalho, mitigação de riscos operacionais”, finalizou.

 

Ana Paula Batalha | Comunicação TJAC