Ideia da Coordenação dos órgãos jurisdicionais é oferecer à população uma resposta cada vez mais qualificada, célere e eficiente
A III Semana Nacional dos Juizados Especiais foi encerrada oficialmente nesta sexta-feira, 19, pela Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud). A agenda adotou o tema “Justiça simples, digital e humana”, e foi composta por palestras, oficinas e debates temáticos.
Coordenador dos órgãos jurisdicionais, que são a porta de entrada de cidadãs e cidadãos à Justiça Estadual, o desembargador Júnior Alberto fez questão de participar ação educacional, que ocorreu na modalidade virtual.
O magistrado de 2º Grau fez uma série de agradecimentos especiais aos formadores, bem como a sua equipe de trabalho, pela consecução de resultados. De acordo com o desembargador-coordenador, os números atestam que o Sistema de Juizados do Acre está no caminho certo, a exemplo de ocupar a segunda posição no Brasil no Índice de Atendimento à Demanda (IAD).

Júnior Alberto ressaltou ainda que continuará trabalhando para que se ofereça à população uma resposta cada vez mais qualificada, célere e eficiente.
As atividades
A primeira atividade foi a oficina “Escuta ativa, Empatia e Justiça”. Conduzida pela juíza de Direito Adamarcia Machado, que trouxe à reflexão os aspectos éticos centrais do atendimento ao público pelos(as) profissionais da Justiça em meio à digitalização, virtualização, defendendo que é preciso evitar a robotização.
A magistrada mostrou técnicas de acolhimento e escuta qualificada, e considerou necessária a clareza na comunicação com o jurisdicionado. Também debateu acerca da sobrecarga, litigiosidade massiva e humanização das relações de trabalho nos Juizados Especiais.
Já o juiz de Direito Danniel Bomfim foi o facilitador da oficina sobre as demandas predatórias. Em princípio, explicou o que são essas ações, ajuizadas em massa por pessoas que, teoricamente, aproveitam-se do sistema de justiça com o intuito de obter vantagens indevidas. Haja vista o impacto causado em tribunais de todo Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem adotado diretrizes para evitar essa prática.
“São demandas de fato predatórias ou uma tutela legítima do consumidor?”, indagou em sua fala.
O magistrado também abordou as ações de repetição de tarifas bancárias nos Juizados Especiais. E apresentou diversas situações do dia a dia, em que milhares de processos são protocolados com os mesmos pedidos e argumentos, contribuindo para o abarrotamento do Judiciário.

