Tribunal de Justiça do Acre avança na inclusão social com Curso de Libras para magistrados e servidores

A atividade que acontece na Escola do Poder Judiciário (Esjud) desde a última quarta-feira (30), visa ampliar o acesso dos cidadãos à Justiça.

A sala de aula do curso de Libras tem tudo que qualquer outra sala tem se não fosse por uma diferença, a predominância do silêncio. Uma vez ou outra os alunos riem, perguntam, mas a intenção principal ali é aprender a se comunicar com as mãos. Nesse clima, estava a sala de aula do curso “Libras em Contexto Básico”, que está sendo oferecido pelo Tribunal de Justiça do Acre desde quarta-feira, dia 30 de março, na sede da Escola do Poder Judiciário (Esjud).

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O objetivo da formação continuada é capacitar magistrados e servidores do Poder Judiciário Acreano, ensinando a Língua Brasileira de Sinais (Libras), para, assim, ampliar o acesso à Justiça para todos os cidadãos, bem como conscientizar a sociedade sobre a importância fundamental de ações de inclusão e acessibilidade.

Mais de 32 alunos, entre servidores e magistrados, das diversas unidades judiciárias da Comarca de Rio Branco se inscreveram para participar da formação que iniciou no dia 30 de março, e segue durante os dias1, 6, 7, 8, 13, 14, 15, 18, 19,20, 27, 29 e 29 de abril, no horário das 14 às 17:40 horas.

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Para o servidor Lucival Matos, que atua na 2º Vara da Infância e Juventude da Comarca de Rio Branco, a formação é uma forma de garantir que mais pessoas possam procurar a Justiça, “é um curso interessante, tanto pessoalmente quanto para o setor, pois, no setor nos depararmos com situações que é necessário um intérprete para conseguirmos nos comunicar, e até evitar que audiências sejam adiadas por falta de intérpretes, por isso, com o curso vamos estar nos preparando para atender a todos”.

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Quem está ajudando os alunos a romperem com essa barreira de comunicação, para que os serventuários da Justiça Acreana possam dar o merecido acolhimento e respeito às pessoas com deficiência é a facilitadora Maria Rozália. A professora, que é surda tem um extenso currículo, é graduada em Pedagogia e Letras-Libras, pós-graduada em Educação Inclusiva e em Tradução e Interpretação em Libras e atualmente é professora de Libras na Secretaria Municipal de Rio Branco.

O curso, nesse modulo básico, está abordando os seguintes conteúdos: a estrutura gramatical mostrando os parâmetros entre a Língua Portuguesa e a Libras; alfabeto manual, saudações, advérbio de tempo; números cardinais e quantitativos, pronomes interrogativos, pessoais e demonstrativos; dias da semana; verbos; compreensão de texto; e aprendizado das horas.

A servidora do 3º Juizado Especial Cível da Comarca da Capital, Rosenir Silva, também revelou ansiar aprender a língua de sinais, “é importante podermos nos comunicar, ainda mais para nós que trabalhamos com atendimento de pessoas, acabamos não conseguindo dar um bom atendimento, por não sabermos a língua de sinais, não compreendermos. Mas, com o curso poderemos prestar um serviço mais eficiente”.

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Fonte: Ex. DIINS - Diretoria de Informação institucional Atualizado em 01/04/2016