TJAC realizará Sessão Extraordinária e Solene em Comemoração ao Centenário de Brasiléia

Como parte da programação festiva em alusão aos 100 anos de Brasiléia, o Tribunal de Justiça do Acre promoverá no dia 9 de julho uma Sessão Extraordinária do Tribunal Pleno e Sessão Solene em Comemoração ao Centenário.

A solenidade, que acontecerá a partir das 9h no Fórum Dr. Evaldo Abreu de Oliveira, no centro da cidade, contará com dois momentos: um judicial, no qual os desembargadores que compõem a Corte de Justiça do Acre irão julgar processos originados na Comarca de Brasiléia; e um solene, de celebração ao centenário da cidade que foi fundada pela Justiça.

Com a realização de sessões nas diversas comarcas do Estado, o TJAC também celebra este ano os seus 47 anos, completados no dia 15 de junho, buscando aproximar-se cada vez mais da população acreana. Mais próximo do cidadão, o Judiciário Acreano espera despertar o sentimento de valorização da Justiça e a consciência sobre a importância do papel que desempenha na congregação do Estado Democrático de Direito no Acre.

Brasiléia – A cidade fundada pela Justiça

A cidade de Brasiléia teve sua origem a partir de um incidente ocorrido entre o Juiz do 3º Termo Judiciário da Comarca de Xapuri e os arrendatários do Seringal Nazaré, local que abrigava a sede da Justiça.

O Juiz protestou pelo alojamento que não era digno do Judiciário e foi expulso junto com o seu escrivão. Como eles não conseguiam alojamento em outro seringal, se dirigiram à cidade de Cobija, capital do Departamento de Pando, na fronteira com o Brasil, onde foram hospedados pelos patrícios que ali viviam.

Conduzindo às costas todo o material, arquivos e processos, os dois representantes da Justiça despertavam risos e ironias nas pessoas que os viam atravessar as ruas da cidade boliviana. Dizia-se em satírico dito da região que a Justiça do 3º Termo andava num “jamaxi”, de seringal em seringal, mendigando hospedagem.

Vários brasileiros residentes em Cobija, feridos no seu amor pátrio, não puderam ficar indiferentes a esse acontecimento. Eles se organizaram e resolveram lutar por uma instalação condigna e apropriada para a Justiça. Apesar de não receberem apoio dos proprietários dos seringais, escolheram uma faixa de terra do Seringal Carmem, defronte a Cobija, à margem esquerda do Rio Acre.

Ultimados os preparativos, no domingo de 3 de julho de 1910, às 7 horas, cerca de 100 pessoas, entre homens e mulheres, deram início à derrubada da mata sob ardoroso entusiasmo. Após o trabalho de derrubada e limpeza do terreno, deu-se início à construção de um amplo prédio, que se chamaria “Palácio da Justiça”. Neste local surgiu a cidade de Brasília e atual Brasiléia.

(Fonte: Biblioteca do IBGE, Monografia 334, 1996)

 

 



 

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Fonte: Publicado em 01/07/2010