TJAC inicia virtualização do interior do Estado com a Comarca de Bujari

O Tribunal de Justiça do Acre já iniciou o processo de virtualização das unidades judiciárias do interior do Estado. A primeira que passará a conhecer os benefícios do processo em meio eletrônico será a Comarca de Bujari.

Nesta semana, o desembargador-presidente Adair Longuini fez questão de visitar a unidade, acompanhado do juiz-auxiliar da presidência, Laudivon Nogueira, e da equipe de informática do TJAC.

Ele destacou que a virtualização no interior será feita em três frentes de trabalho, uma iniciando por Bujari e indo em direção ao Juruá; outra partindo de Cruzeiro do Sul e enovolverá todo o Juruá; e a terceira partindo de Senador Guiomard em direção ao Vale do Acre.

“Hoje iniciamos com a Comarca de Bujari a virtualização no interior do Estado e queremos contar com o esforço de nossos servidores, não só na virtualização, mas também na árdua tarefa de distribuir justiça de forma rápida e precisa”, ressaltou Adair Longuini.

Titular da unidade judiciária, o juiz Manoel Pedroga considerou apropositada a escolha de Bujari para início dos trabalhos no interior. “Como somos uma comarca próxima a Rio Branco, é grande o número de advogados que moram na capital. Com a virtualização, eles não precisarão vir a até Bujari para tomar ciência de um despacho por exemplo. Isso trará celeridade ao processo”, explicou o magistrado.

Os 916 processos serão virtualizados nas próximas semanas pela equipe de servidores da unidade e colaboração da Diretoria de Tecnologia da Informação do Tribunal.

A virtualização é umas das principais metas da atual administração do TJAC. A maioria das unidades judiciárias da Capital já foi virtualizada e a expectativa é de que até o final da gestão as unidades do interior também passem por esse processo.

Benefícios aos cidadãos

O processo de virtualização trará muitos benefícios aos cidadãos acreanos, como a celeridade na tramitação processual, que pode chegar a 70% em relação ao trâmite tradicional.

Além disso, haverá maior transparência na relação da população com a Justiça, já que será assegurada a disponibilidade de acesso integral dos processos por meio da Internet.

A virtualização também propicia maior segurança, já que utiliza a certificação digital. Por fim, proporciona economia, por não haver utilização do papel, e diminuição de espaço e de recursos, que podem chegar a 40%, de acordo com um estudo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Fonte: Atualizado em 11/06/2015