TJAC e ESMAC promovem oficinas sobre ensino a distância

O Tribunal de Justiça do Acre e a Escola Superior da Magistratura do Estado recebem nesta quinta (02) e sexta-feira (03) o técnico Diogo Ferreira, chefe do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Servidores do Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça.

Especialista em ensino a distância, Diogo Ferreira ministra duas oficinas de capacitação sobre o tema, voltadas para as equipes da Escola da Magistratura e das diretorias de Recursos Humanos e de Tecnologia da Informação do TJAC.

Para dar início aos trabalhos, os desembargadores Adair Longuini, Presidente do TJAC, e Eva Evangelista, Diretora da ESMAC, reuniram-se com os participantes da atividade e o convidado do CNJ.

“O apoio do Conselho Nacional de Justiça é muito importante, pois essa nova ferramenta e todas as suas possibilidades vêm em boa hora, justamente no momento em que estamos implantando o Projeto de Reestruturação e Modernização do Judiciário”, disse o Desembargador-Presidente, ao mesmo tempo que parabenizou a Desembargadora Eva Evangelista pela iniciativa.

De acordo com Eva Evangelista, a iniciativa está articulada ao cumprimento do planejamento estratégico da Escola da Magistratura, à Meta 8 do CNJ, que  fixou diretrizes para o Plano Nacional de Capacitação, priorizando ações de ensino à distância, bem como à necessidade de implementação de um programa de formação continuada e aperfeiçoamento de magistrados e servidores.

Vantagens da EaD

O consultor Diogo Ferreira elenca diversas vantagens dos cursos a distância, como a redução de custos com infraestrutura e deslocamento para a frequência nos cursos presenciais, além da flexibilidade de horários para os mais diversos perfis de alunos.

Segundo Ferreira, após as duas oficinas, o TJAC e a sua Escola da Magistratura estarão prontos para dar o pontapé inicial para implementação de um programa institucional de EaD.

“Em estados com grandes extensões territoriais ou dificuldades de locomoção, a educação a distância pode ser a única forma de capacitar os magistrados e servidores que trabalham nas cidades do interior. Onde houver um computador com acesso à Internet, haverá uma sala de aula”, completou.

Ferreira destacou ainda a importância da consultoria técnica compartilhada pelo CNJ. “Esse tipo de treinamento dificilmente é encontrado no mercado e por isso tantos tribunais têm dificuldades no início do processo de implantação da EaD. Assim, é louvável a iniciativa do Tribunal do Acre e da sua Escola da Magistratura pela iniciativa. Espero poder contribuir”, afirmou.

O Tribunal de Justiça planeja investir na modalidade EaD para assegurar a formação continuada e o aperfeiçoamento de seus magistrados e servidores. As oficinas ministradas nesses dois dias constituem uma primeira ação nesse sentido, especialmente por contar com a parceria do Conselho Nacional de Justiça, que vem obtendo importantes resultados na área.

Oficinas

A primeira oficina da programação, que acontece durante todo o dia de hoje, voltada aos magistrados que compõem o Conselho Consultivo do Órgão de Ensino, aos seus técnicos e servidores da Diretoria de Recursos Humanos do TJAC, aborda os aspectos pedagógicos da educação à distância.

Também discute as ferramentas pedagógicas do software atualmente utilizado pelo CNJ, suas aplicações nos cursos, desde o momento da elaboração das aulas até as formas de avaliação e composição de relatórios.

Já a segunda oficina, a ser realizada nesta sexta-feira (03), reunirá os técnicos da Diretoria de Tecnologia da Informação e ensinará como fazer o gerenciamento do Moodle (espécie de portal de EaD utilizado por 80% dos tribunais brasileiros). Nessa capacitação serão abordados os aspectos tecnológicos da EaD, como a customização do Moodle, instalação de plugins, backups e restauração de cursos.

(Com informações da Agência CNJ de Notícias)

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Fonte: Atualizado em 03/03/2016