TJ comemora os 70 anos da Academia Acreana de Letras

Em sessão solene realizada na manhã ontem, 22, o Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC) recebeu os membros da Academia Acreana de Letras (AAL) para comemoração dos 70 anos da confraria. A homenagem é o reconhecimento do Judiciário à Academia, fundada em 17 de novembro de 1937, que reúne personalidades de destaque no campo da ciência, da arte e da cultura, possuindo atualmente 40 membros.

Os imortais acreanos foram recebidos pelos Desembargadores Izaura Maia, Presidente, Pedro Ranzi, Vice-Presidente, e Eva Evangelista, Corregedora Geral da Justiça. Prestigiada por grande número de servidores do Tribunal, a sessão foi aberta pelo Presidente da Academia, escritor Clodomir Monteiro, que se fez acompanhar dos escritores José Higino, Mauro Modesto, Álvaro Sobralino, Omar Sabino de Paula, Clara Bader, Naylor George e Robélia Fernandes, que têm assento na academia.

Ao iniciar os trabalhos, Clodomir Monteiro saudou os presentes com a leitura de uma mensagem em comemoração à data, tematizando o valor da reciprocidade e da solidariedade nas sociedades humanas. Como demonstração desses valores, o escritor homenageou o TJAC concedendo à Presidente Izaura Maia o Diploma de Membro Mantenedor da Academia.

“O Judiciário tem uma importância muito grande na existência da Academia Acreana de Letras, o que se demonstra pelo fato de número expressivo de seus membros pertencerem ao Judiciário, tornando esta instituição um de nossos mantenedores”, explicou o acadêmico, que desde 2003 preside a AAL.

 

Na seqüência, a Secretária Geral da Academia, professora Robélia Fernandes, fez a leitura do termo de posse que dá validade ao título concedido ao TJAC, ritual imposto pelo estatuto da academia. Na ocasião, Clodomir Monteiro também repassou a Izaura Maia cópia digitalizada do livro de fundação da Academia para constar no acervo histórico do Poder Judiciário Acreano.

 

História e emoção

 

Em seu discurso, o advogado Omar Sabino de Paula, um dos acadêmicos fundadores da AAL, enfatizou a lembrança do advogado e jornalista Aloísio Macedo Maia, pai da Desembargadora Izaura Maia, que tinha assento à Cadeira de número 14 na Academia. “Ele foi o nosso grande professor”, disse. Um a um, todos fizeram questão de citar em suas palavras o saudoso acadêmico, como o escritor Mauro Modesto, para quem Aloísio Maia “foi o maior articulista do Acre”.

 

A Desembargadora Eva Evangelista lembrou a importância da Academia para a produção intelectual no Estado, bem como a capacidade de seus membros de lidar com valores intangíveis. “A troca nunca acabará, pois estamos entrelaçados”, afirmou Eva Evangelista, acrescentando que significava prestígio para o Tribunal participar da homenagem.

Ao final, a Presidente do TJAC agradeceu a presença de todos e afirmou que se tratava de um dia muito especial, onde a rotina do Judiciário abria espaço para um momento de reflexão sobre a memória cultural do povo acreano. Bastante emocionada pela lembrança ao trabalho pioneiro de seu pai, Izaura Maia declarou ser uma honra muito grande para o Judiciário participar e apoiar a Academia em suas atividades, ressaltando que o diploma concedido será afixado em lugar de destaque no Palácio da Justiça, que está em fase final de restauração. “A imortalidade existe. É o exemplo humano do que devemos seguir e o importante é que estamos juntos nessa caminhada”, concluiu a Presidente.

 

Leia mais sobre o evento na coluna O texto no contexto, de Naylor George (jornal O Rio Branco, 23.11.2007).

 

 








 

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Fonte: Publicado em 23/11/2007