Projeto da Rede de Cooperação do Judiciário é apresentado para magistrados do Acre

“Toda força será fraca, se não estiver unida.” A frase do poeta e fabulista francês Jean de La Fontaine foi dita ao final da apresentação do projeto da Rede de Cooperação do Judiciário, na última quinta-feira (1º), no Palácio da Justiça, em Rio Branco. A citação traduziu a importância do trabalho que reúne magistrados de todo o país objetivando uma melhor comunicação e, consequentemente, melhor prestação dos serviços jurisdicionais.

No Acre, o encontro encerrou o ciclo de reuniões que percorreu todos os Estados do país. A discussão foi prestigiada por juízes e desembargadores do Poder Judiciário do Acre, juízes Federais e do Trabalho das Seções Judiciárias do Estado, além de membros do TRE e pelos integrantes da Rede de Cooperação de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.

A mesa de honra foi composta pelo conselheiro Nacional do CNJ desembargador Ney Freitas, pelo presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Roberto Barros, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Adair Longuini, e pelo diretor do Foro da Justiça Federal no Acre e representante da presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Dr. Régis Araújo. Também estiveram presentes os desembargadores do TJAC, Eva Evangelista, Pedro Ranzi, Francisco Djalma, Regina Ferrari e Waldirene Cordeiro.

O presidente do TJAC, desembargador Roberto Barros, abriu o encontro lembrando a importância do projeto e a satisfação dos magistrados do Acre em encerrar o ciclo de reuniões pelo país. “Gostaria de expressar minha satisfação nesse projeto de cooperação tão importante para a Justiça”, disse.

Em seguida, o conselheiro do CNJ desembargador Ney Freitas informou que o projeto de cooperação judiciária surgiu com a ideia de criar pontos de contato que facilitam a comunicação entre os magistrados do país e do mundo. “No Brasil há uma representação do Poder Judiciário Francês”, destacou.

A Juíza do TRT de São Paulo Ana Paula Saladini fez uma apresentação detalhada sobre o projeto e explicou que a Rede tem como base o planejamento prévio de ações, a troca do conflito pela conciliação e a construção do consenso sem desconstituir a independência funcional.

Atualmente, há mais de 120 juízes integrantes da Rede de Cooperação. Eles trabalham no regulamento e nos últimos preparativos para a o 2º Encontro Nacional que acontecerá no próximo dia 9, em São Paulo.

O encontro foi finalizado com a participação dos magistrados que expuseram suas opiniões e contaram histórias vivenciadas por eles, que traduzem as consequências da cooperação ou da falta dela.

O desembargador do TJ de São Paulo Castro Figliolia lembrou que “o projeto estará aperfeiçoado quando não precisar mais da Rede de Cooperação. Nós, dentro de nossa solidão, nos tornamos extremamente frágeis. Peço para que os senhores colaborem e reflitam sobre essas mudanças de paradigmas em nossa missão de não só dizer o direito, mas também de manter o estado democrático de direito”, concluiu.

 

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Fonte: Atualizado em 24/06/2015