Meta 5: CNJ promove workshop sobre rotinas de trabalho

Experiência implantada no Acre será apresentada aos demais Tribunais

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promove, entre nestas terça (22) e quarta-feira (23), em Brasília (DF), um workshop para servidores dos tribunais e magistrados de todo o Brasil sobre a meta prioritária 5 do Judiciário – implantar método de gerenciamento de rotinas (gestão de processos de trabalho) a pelo menos 50% das unidades judiciárias de 1º grau.

Assim, o objetivo do encontro é compartilhar a metodologia de realização de oficinas de gestão de processos. O curso ocorre na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), entre 9h e 18h, com apoio dos servidores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), e vai apresentar experiência já implantada no Acre.

O Corregedor Geral da Justiça do Acre, Desembargador Samoel Evangelista, e o Assessor-Chefe do Núcleo de Estatística e Gestão Estratégica do TJAC, José Carlos Martins Júnior, participam da atividade. O curso reúne no primeiro dia representantes dos 27 Tribunais de Justiça Estaduais (TJ) e dos cinco Tribunais Regionais Federais (TRF). No segundo dia, participam servidores e magistrados dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT) e de unidades da Justiça Militar.

Segundo o juiz auxiliar da presidência do CNJ Antônio Carlos Alves Braga Junior, o workshop vai mostrar aos participantes como realizar oficinas de trabalho nos seus tribunais, com o objetivo de se criar novos fluxos de tarefas e ajudar a melhorar a rotina de gerenciamento dos processos da 1ª instância. “Vamos apresentar a experiência já implantada no Acre que realiza oficinas com representantes dos tribunais e, a partir daí, define-se de maneira colaborativa a melhor metodologia e dinâmica de trabalho”, explica Braga.

O que o CNJ pretende é apresentar ferramenta, método e oportunidade para que os tribunais desenvolvam, com a contribuição de magistrados e diretores de cartório, um novo desenho do procedimento ordinário. “O CNJ não quer impor nada. Quer, apenas, incentivar os tribunais a adequar o esquema de trabalho da melhor maneira para si, podendo, inclusive, rever sua rotina de trabalho”, afirma o juiz.

Essa é uma terceira etapa dos trabalhos. Antes, em um primeiro momento, como resume Braga, havia uma forma de trabalho imposta. Depois, na segunda etapa, os conhecimentos eram simplesmente transmitidos. Era dado um passo a passo e o tribunal executava. “O que se quer, nessa terceira etapa, é incentivar e permitir que magistrados e servidores construam seu próprio esquema de trabalho, que seja adequado à sua realidade”. Além disso, o encontro também abrirá oportunidade para que os participantes troquem idéias e experiências já existentes.

 

(Com informações da Agência CNJ de Notícias)

 

 

 

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Fonte: Publicado em 22/06/2010