Justiça aceita denúncia sobre crime de tortura que resultou em morte de travesti

Na decisão, juiz destaca que não há ilegalidade nos autos, bem como continuam presentes os motivos que justificaram a decretação da prisão preventiva dos acusados

O Juízo da Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Estado do Acre acatou denúncia oferecida pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), em desfavor de dois rapazes pelo crime que vitimou um travesti, em junho deste ano, em Rio Branco.

Com a denúncia aceita, os jovens devem responder em juízo pelos crimes de tortura com resultado de morte, corrupção de menor e organização criminosa. Eles estão em prisão preventiva.

O processo, que ocorre em segredo de justiça, está na fase aguardando citação e, posteriormente, serão apresentadas as defesas preliminares. A audiência deve acontecer entre janeiro e fevereiro de 2021.

Na decisão, o juiz de Direito Robson Aleixo, destaca que não há ilegalidade nos autos, bem como continuam presentes os motivos que justificaram a decretação da prisão preventiva dos acusados.

“Existem indícios da participação deles na organização criminosa “Comando Vermelho” que é reconhecidamente uma organização criminosa armada e conta com a participação de crianças e adolescentes, bem como nos crimes de tortura com o resultado morte e corrupção de menores”, diz trecho.

Entenda o caso

De acordo com os autos no dia 25/06/2020, por volta das 2 horas, no bairro Preventório, no município de Rio Branco, a travesti, que era profissional do sexo, foi torturada por supostamente ter furtado um aparelho celular de outra pessoa que havia acabado de lhe pagar por um serviço. Momentos após o espancamento, a vítima veio a óbito no mesmo local em que foi torturada.

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Fonte: Atualizado em 15/12/2020